A igreja do Colégio acolheu ao fim da tarde de ontem, dia 25 de julho, uma Vigília de Oração pelos diáconos André Pinheiro e Marco Augusto, que este sábado, dia 27 de julho, vão ser ordenados, na Sé do Funchal, às 10 horas.
A celebração, que contou com a presença dos futuros sacerdotes foi presidida pelo bispo do Funchal. No início da celebração, ainda à porta da igreja, D. Nuno Brás começou por dizer à assembleia, composta por familiares e amigos dos dois jovens, mas também por alguns sacerdotes, religiosas, seminaristas e leigos, que este era “um tempo de oração que queremos que seja intenso” pelo André e pelo Marco, mas também pelas “vocações para a vida sacerdotal e religiosa” e “pela vocação pessoal” a que cada um dos presentes é chamado.
Seguiu-se a procissão de entrada e o testemunho dos dois jovens que, voltaram a mostrar-se “tranquilos” e “confiantes” no passo que estão prestes a dar, e que ambos referiram resultar de um percurso que assenta em três pilares fundamentais: a família, a paróquia e o seminário.
Ambos reconheceram que mais do que um projeto pessoal, mais do quem um sonho que se realiza, a ordenação sacerdotal é um dom que Deus concede à sua Igreja e manifestaram a sua “total disponibilidade”, para abraçar a missão que lhes é confiada.
De missão e de “urgência” de quem anuncie a Boa Nova, falou D. Nuno Brás na sua homilia. Tendo por base os dois trechos do Evangelho que o André e o Marco leram, o prelado sublinhou que a missão de que fala o Evangelho segundo São Marcos, aquele «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura», é “mandamento” e não “qualquer coisa de facultativo”. Um mandamento que, disse o bispo do Funchal, “nos inquieta e nos desinquieta” que “não nos deixa ficar parados, um mandamento que nos obriga a sair de nós, que nos obriga a sair de casa, que nos obriga a deixar aquilo que julgávamos ser, para nos empenharmos, para nos entregarmos todos a uma missão”.
A missão de, como se dizia no Evangelho segundo São Mateus, sermos «o sal da terra» e «a luz do mundo». Discípulos que anunciam o Evangelho a todos, e que não se contentam com os números ou com “o sermos muitos”, mas que pensam em “todos aqueles que, verdadeiramente, não conhecem Jesus Cristo” e na sua salvação.
“Verdadeiramente havemos de ser uma Igreja em saída e não apenas uma Igreja de portas abertas, que é visitada como se fosse um museu, mesmo que isso nos cause feridas”, sublinhou ainda D. Nuno Brás, que concluiu pedindo à assembleia para que pedisse ao Senhor “para que nos faça partilhar da sua urgência, nos faça portadores desta Boa Nova, e que por meio de nós o Evangelho possa, verdadeiramente, chegar a toda a criatura, para que todos se possam salvar”.
De referir que esta Vigília de Oração, organizada pela Diocese do Funchal, foi concelebrada pelo vigário Geral, Cónego Fiel de Sousa e pelo Cónego Carlos Nunes reitor do Seminário Diocesano.
























