D. Nuno Brás: Festejar São Pedro é ser capaz de reconhecer o Messias em cada momento da nossa vida

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu ontem, na Ribeira Brava, à Eucaristia da solenidade de São Pedro, concelebrada por outros sacertodes, nomeadamente pelo Pe. Bernardino Trindade, Pároco da Ribeira Brava.

Na homilia, o prelado frisou que “festejar São Pedro é ser capaz de dizer, como ele disse, tu és o Messias, tu és o Filho de Deus vivo, a cada dia que passa, a cada momento da nossa vida”. 

Aliás, explicou D. Nuno Brás, “é esse ser capaz de, em cada dia que passa, dizermos alguma coisa acerca de Jesus” que faz de nós cristãos. E ser cristão é “algo que faz parte da nossa identidade”, mesmo não constando de qualquer documento de identificação. É algo que “faz parte do mais íntimo da nossa vida” e faz parte “24 horas por dia”, não sendo algo que possamos vestir ou despir “como um fato de verão ou de inverno”.

Claro que, prosseguiu, é preciso perceber porque é que nos dizemos cristãos. Se é só porque “achamos bem” ou antes porque “aprendemos do Pai, como Pedro”. A resposta é simples: “A fé cristã não é propriamente questão de opinião, não é questão de eu acho que. A fé cristã é questão de aprender do Pai”.

É por isso que nesta festa de São Pedro, mais do que “fazer muitas músicas, muitas procissões ou vestirmo-nos todos muito bem”, é “importante interrogarmo-nos sobre duas questões”. A primeira, disse D. Nuno, é “o que é que que eu digo, o que é que a minha vida diz acerca de Jesus”, isto é se as minhas atitudes de cristão estão em consonância com essa realidade. A segunda é “se de facto eu procuro aprender do Pai, na oração, e na própria formação quem é Jesus, Filho de Deus, ou contento-me simplesmente com as opiniões que eu tenho”.

No dia de São Pedro e São Paulo, o bispo diocesano terminou apelando à assembleia para que, “num momento de silêncio, peça-mos ao Senhor que nos ajude a festejar São Pedro, sempre.” Quer dizer, para que a nossa vida seja, de facto, “um testemunho de Jesus e um testemunho aprendido do Pai, aprendido de Deus”. No fundo, “que a nossa vida não seja apenas um dizer, mas um viver. Um dar testemunho de que Jesus Cristo é o Messias, o Filho de Deus vivo.”

Terminada a celebração saiu a procissão, que percorreu algumas ruas da vila da Ribeira Brava. A acompanhar o andor de São Pedro, transportado pelos bombeiros, seguiram as entidades locais, nomeadamente o preidente da autarquia, mas também muitos fiéis que desta forma agradeceram as graças recebidas.