Festa de Santo António: Bispo pede aos fiéis que sigam o exemplo de disponibilidade do santo português

Foto: Duarte Gomes

O Bispo do Funchal presidiu ao fim da tarde de ontem, dia 13 de junho, à Eucaristia da Festa de Santo António, na respetiva paróquia.

Na homilia, D. Nuno Brás pediu aos fiéis que seguissem o exemplo do Santo Português, que estava sempre “disponível para aquilo que Deus lhe pedisse” e que nunca desistiu de pregar a palavra de Deus, mesmo quando teve de pregar aos peixes, porque os seus irmãos não o queriam escutar.

O prelado, que lembrou alguns episódios mais marcantes da vida de Santo António, que nasceu em Lisboa em 1195, pediu ainda para que “procuremos seguir o seu exemplo, o exemplo de quem vive com Deus, o exemplo de quem procura a verdade que é Deus, o exemplo de quem partilha com os outros a luz que é Deus.

De resto, disse, “Deus continua hoje a fazer falta a tantos nossos irmãos”. Claro que “podem os seres humanos viver sem Deus, mas nós sabemos, temos a certeza que se vivessem com Deus, a sua vida seria mais feliz e o mundo seria bem mais pacífico” e “a nossa vida seria bem mais harmoniosa, de acordo com aquilo que nós somos e com aquilo que somos convidados a ser”.

Terminada a Eucaristia, saiu a procissão que percorreu o Caminho de Santo António, Caminho da Ponte, parte da Avenida da Madalena e Caminho da Igreja. 

A acompanhar o andor do ‘santo grande’, forma como as pessoas se referem à imagem maior existente na igreja, seguiram as entidades que marcaram presença nesta eucaristia, nomeadamente o presidente do Governo e, claro, muitos fiéis que assim agradeceram as graças recebidas por intercessão de Santo António.

A carregar o andor, que pesava à volta dos 500 kg – só a imagem pesa 165 kg, conforme inscrição na mesma – seguiam 18 homens, nove de cada lado, mais quatro para irem revezando os mais ‘aflitos’. 

A última vez que o ‘santo grande’ saiu em procissão foi por ocasião dos 500 anos da Diocese. Mas este ano, conforme explicou o Cónego Carlos Nunes, pároco de Santo António, por ser a primeira vez que o novo bispo presidia a esta celebração, optou-se pela imagem maior. 

A quem a levou, “com sentido de fé”, o pároco agradeceu assim como agradeceu a todos os que, de alguma forma, contribuíram para a realização desta grande festa. Agradeceu de igual modo a D. Nuno Brás, por ter aceite o convite para presidir a esta Eucaristia, que concelebrou com vários outros sacerdotes.

Após a procissão recolher, o que aconteceu debaixo de uma emotiva salva de palmas como aconteceu à saída, procedeu-se à Bênção do Pão de Santo António, que foi distribuído pelos fiéis.