D. Nuno recebeu imagem que acompanhou militares em missão no Iraque

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal esteve no passado domingo, dia 2 de junho, na igreja do Colégio para receber a pequenina imagem de Nossa Senhora do Monte que acompanhou os militares que integraram o oitavo contingente nacional no Iraque.

A imagem, recorde-se, foi benzida nesta mesma Igreja pelo agora bispo Emérito do Funchal, D. António Carrilho, no passado dia 21 de outubro, tendo seguido depois com os militares que partiram com a missão de ministrar treino às tropas locais.

Agora que a missão do oitavo contingente nacional terminou, os 30 elementos que o integravam, formados no RG3 e maioritariamente da Região, quiseram “agradecer a proteção recebida na sua árdua missão à padroeira da Diocese” disse D. Nuno Brás que, por questões de agenda teve depois de se ausentar.

A Eucaristia que se seguiu foi presidida pelo Vigário Geral e Reitor da igreja do Colégio e assinalou esse regresso, mas também o aniversário do Comando Operacional e da Zona Militar da Madeira, assim como o Juramento de Bandeira do 4º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército (4ºCFGCPE).

Na homilia o cónego Fiel convidou os fiéis a refletirem sobre algumas frases conhecidas. A primeira, de Saint Exupéry, diz que “o essencial é sempre invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração”. Vinha a citação a propósito da Igreja estar a celebrar a Ascensão do Senhor ao céu. Não a Sua morte, mas “a Sua Ressurreição e a Sua Ascensão ao céu”, aquilo que é invisível, mas é fundamental para percebermos a importância de preparar a vida eterna que a Sua morte, nos veio dar”.

Apesar de reconhecer que devemos dar importância ao exterior, o vigário geral salientou que “o fundamental é, de facto, o interior” e que “o mundo precisa hoje, cada vez mais, de olhar para o interior”, cultivando a nossa saúde espiritual e mental. “O que nós estamos aqui hoje a celebrar nesta festa da Ascensão é esta comunicação interior, esta comunicação que nos une a todos e nos dá sentido à vida”, disse.

A segunda frase posta a reflexão é de John Kennedy e diz “não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela”, e foi lembrada pelo Cónego Fiel a propósito do Juramento de Bandeira que se iria seguir. Trata-se, frisou, de assumir “um compromisso e o mundo precisa, cada vez mais, de compromissos sérios e honestos”, para os quais é fundamental “uma preparação”, que deve ser intelectual, física, mas também espiritual. É esta preparação que nos ajuda a ter “força para servir”, para “me dar aos outros” e alcançar a vida eterna.

Finalmente, o Cónego Fiel falou da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019, que tem como tema ‘Das comunidades de redes sociais à comunidade humana’, sublinhando a importância de estarmos “conectados uns aos outros”, mas de também “estabelecermos relação”, de fazermos “comunhão” e “comunidade”.

Terminada a Eucaristia iniciou-se, na Praça do Município, a cerimónia militar que assinalou também este regresso do oitavo contingente e das demais efemérides, cerimónias essas que contaram com a presença do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, que anunciou a atribuição da medalha de São Jorge ao representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, que esteve presente no Largo do Município. Também presentes estiveram, entre outras patentes militares, o Comandante Operacional e da Zona Militar da Madeira, Major-General Carlos Perestrelo e ainda o presidente do parlamento regional, Tranquada Gomes, o secretário da Educação, Jorge Carvalho, e o presidente da Câmara do Funchal, Miguel Gouveia.