D. Nuno Brás já está a escolher elementos da comissão que vai receber denúncias de abusos sexuais

Foto: Duarte Gomes

O Bispo do Funchal já encetou diligências no sentido de escolher os elementos que vão formar a comissão diocesana que vai receber denúncias de abusos sexuais.

Embora ainda sem data prevista para a apresentação oficial deste organismo, o prelado conta ser breve a cumprir o ‘‘Motu Proprio’ “Vos estis lux mundi” (“Vós sois a luz do mundo”) do Papa sobre proteção de menores, que entrou em vigor no passado dia 1 de junho.

Após algumas dúvidas sobre a necessidade ou não da criação destes organismos, o Papa Francisco veio acabar com as dúvidas ao publicar uma carta apostólica dando indicações para que todas as dioceses católicas criem esse organismo, que poderá chamar-se comissão ou gabinete.

O próprio D. Nuno Brás admite que também se questionou sobre a necessidade de criação desse organismo, e chegou a dizê-lo publicamente, mas o decreto papal acabou por clarificar a situação. “O papa manda e a gente obedece”, disse o bispo do Funchal, quando questionado sobre o assunto pelos jornalistas, no âmbito do recente almoço-debate de apresentação do livro “Cenas de Deus”, da sua autoria.

“Aqui há umas semanas, antes de haver todas estas normas, interrogava-me se era ou não necessário. Agora, o papa manda e obviamente que a Diocese do Funchal vai seguir aquilo que o papa manda”, esclareceu.

O bispo disse ainda já ter “alguns nomes” que poderão vir a integrar essa comissão e revelou, inclusivamente, que um dos convites já feitos foi declinado, “por razões profissionais”.