Ponta do Sol: Bispo do Funchal presidiu à festa da Ascensão

Foto: Silvio Mendes

A paróquia da Ponta do Sol celebrou a festa da Ascensão do Senhor na quinta-feira 30 de maio. É uma celebração muito especial para aquela comunidade e envolve crianças e adultos num dia em que também são realizadas visitas do Espírito Santo às residências da Vila e às diversas instituições ali sediadas.

A Eucaristia que assinalou aquela festa foi presidida por D. Nuno Brás, tendo sido participada por um elevado número de pessoas e contou com a presenças das meninas «saloias» que andaram nas visitas pascais nas diversas paróquias daquele Município, de alunos e alunas das escolas locais e também das entidades oficiais.

Na homilia o Bispo do Funchal começou por referir que «a festa da Ascensão recorda-nos não apenas a ressurreição de Jesus, mas também que nós havemos de ressuscitar com Ele. O nosso lugar como seres humanos não é o túmulo mas é participar e viver a vida de Deus. Isto significa que estes tempos que passamos na Terra têm um objetivo que é o de peregrinarmos até Deus. Temos de viver de tal forma que possamos estar sempre com Deus e é para isso que nós trabalhamos, que participamos na missa, que vivemos uns com os outros, para podermo-nos transformar de tal forma e ajudar os outros de modo a que todos possamos viver com Deus. Podemos comparar a nossa vida na Terra como uma viagem».

E sublinhou «se queremos viver como o Senhor, se o nosso objetivo é de viver com Deus para sempre, então temos que ter connosco os meios de lá chegar. Como se chega ao Céu? Como se chega onde está Jesus? Que podemos fazer? Esta é uma pergunta séria porque dela depende a maneira como vivemos, pois se vivemos para morrer então comamos e bebamos, vamos nos divertir, então que me importamos outros? Cada um que se arranje. Se é para tudo terminar numa cova, para que nos importa viver honestamente? Que me importa viver como ser humano, respeitar os outros e os seus direitos? Se quero chegar ao Céu então tenho de viver com todos os outros para sempre. Então vale a pena respeitar os outros, vale a pena começar já aqui a viver com Deus, vale a pena ser bom e ter os olhos e o coração nas verdadeiras riquezas do Céu tendo sempre os olhos e o coração em Deus.»

D. Nuno Brás recordou que «costumamos dizer que a nossa vida neste mundo são dois dias, isto passa depressa e nós os mais velhos sabemos que passa depressa, mas precisamente desta é uma oportunidade que nos é dada para nos prepararmos para o Céu, que é o nosso destino. Queremos já agora prepararmo-nos e começar a construir essa transformação e vivendo com este Senhor Jesus que está no Céu e que nunca deixa de nos dar ânimo e coragem para sermos cada vez mais semelhantes Ele.

Recordou que «festejamos a solenidade da Ascensão do Senhor. Festejamos esta alegria imensa que é de sabermos que o nosso destino é o Céu, que é perceber que temos de viver já agora, honestamente, retamente, viver no amor e não no ódio e tudo isso é já um preparar o Céu e vale verdadeiramente a pena. Peçamos ao Senhor que nunca nos faça desistir de querermos ser bons, de querermos ser melhores, de querermos ajudar os outros e de desejar preparar a vida eterna e feliz que é o Céu».

No final da missa, que foi concelebrada pelo Pe. Johnny Aguiar, pároco da Ponta do Sol, Pe. Bernardino Trindade, pároco da Ribeira Brava, Pe. Bernardino Andrade, natural da Ponta do Sol e Pe. Carlos Ismael, secretário episcopal foram lançadas pétalas de rosas, no altar principal daquele templo mantendo-se uma tradição antiga.

As pétalas foram benzidas e posteriormente levadas pelas pessoas que as guardam muitas delas servindo para serem colocadas nas plantas de modo a que cresçam do melhor modo.

Após estas cerimónias houve animação no adro com atuações dos diversos grupos de «saloias» e da Banda Municipal da Ribeira Brava.