Vigília Pascal: D. Nuno Brás pede “vigilância pelo mundo em que vivemos”

O bispo do Funchal lembrou ainda que “esta é a noite em que Jesus passa vitorioso pela nossa vida e nos oferece a salvação”.

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal defendeu na homilia da Missa da Vigília Pascal, celebrada na noite deste sábado, 20 de abril, na Sé que é preciso assumir uma atitude de vigilância em toda a nossa vida e pelo mundo em que vivemos.

“Vigiemos: vigiemos por nós; vigiemos pelos irmãos; vigiemos pelo mundo em que vivemos. Vigiemos agora e assumamos essa atitude de vigilância em toda a nossa vida. Vigiemos e caminhemos. Vigiemos e proclamemos ao mundo a ressurreição de Cristo, que é vitória de Deus e vitória do ser humano. A nossa vitória”, disse D. Nuno Brás, nesta que foi a primeira Vigília Pascal a que presidiu como bispo do Funchal.

Mas o prelado começou por sublinhar o valor desta noite ao referir que “hoje todos os sinais nos convidam a deixar que Deus passe por nós e a, com Jesus, passarmos da morte à vida”.

De resto, sublinhou D. Nuno, “quando a morte parecia ter levado a melhor, quando tudo parecia perdido e a Palavra ter sido também ela derrotada, quando o grande silêncio envolveu o mundo no dia de Sábado — foi então que o Senhor Jesus, vencendo a morte e o pecado, ressuscitou vitorioso do túmulo. E esta Boa Notícia acabou de ressoar também hoje nesta catedral: Aleluia!”

É por isso, frisou, que “esta é a noite”. A noite em que “Deus passa vitorioso pelas nossas vida, e nos oferece a salvação”, a noite em que “Cristo ressuscita vitorioso do túmulo e nos oferece a vida”, a noite em que “a morte foi vencida, e a nós, que no batismo fomos sepultados com Cristo, foi-nos dada a graça de com Ele ressurgirmos e vivermos para sempre”.

Mas esta é também a noite em que se conhece o plano de Deus: “Agora conhecemos o plano de Deus; conhecemos a Sua obra-prima: Jesus ressuscitado, Homem novo que dá origem a um novo modo de viver, a uma humanidade nova, renascida a partir das águas do batismo”, transmitiu D. Nuno Brás.

Neste contexto, frisou o bispo diocesano, quem poderia “deixar-se dormir, sabendo que a morte foi para sempre derrotada? Esta é a noite que brilha como o dia porque para todos foi escancarado o horizonte da vida eterna — e, em dia como este, não podemos dormir, não podemos descansar”.

De referir que, no decorrer desta celebração, composta por quatro partes distintas, nomeadamente o Lucernário, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística, dois jovens catecúmenos – a Inês Alves e o Bruno Pereira – receberam os sacramentos da iniciação cristã. Logo depois, toda a assembleia foi convidada a renovar as suas promessas batismais, com D. Nuno Brás a aspergir depois os fiéis com água benta.