Bispo na Aldeia da Paz: “Não podemos deixar de estar junto daqueles que são mais vulneráveis”

D.R.

O bispo do Funchal visitou esta terça-feira, dia 2 de abril, a Aldeia da Paz, instituição que acolhe atualmente 17 jovens do sexo masculino com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos, e que desde o dia 15 de janeiro tem nova direção. Esta visita contou ainda com a presença da secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rita Andrade.

Aos jornalistas o prelado lembrou que esta era a sua primeira visita à instituição, tendo por isso aproveitado para “cumprimentar e agradecer à direcção e a todos os técnicos que aqui trabalham”.

A instituição, reconheceu D. Nuno Brás, “reveste-se de uma grande importância para um grupo de madeirenses mais vulneráveis e nós não podemos deixar de estar junto daqueles que são mais vulneráveis e de os ajudar, não por paternalismo, mas de os ajudar a crescer e a ser por si próprios”. 

De resto, frisou, esse é o grande objectivo destas instituições que, neste caso concreto acolhe jovens e ajuda-os a tornarem-se homens capazes de “decidir os seus caminhos”, de decidir “a sua vida”, no fundo a “ser homens com toda a sua dignidade”.

O prelado disse ainda ter “constatado que esta casa é também muito querida pela comunidade. As pessoas gostam da casa e procuram ajudar também”. Quanto aos problemas que existiram no passado, o prelado disse que a percepção que tem para já é que esta instituição, tal como outras do género, “funcionam dentro das normas”. 

Depois de lembrar que muitas destas instituições “nasceram da boa vontade”, numa época em que “não existia nada”, o prelado disse que há apenas um ou outro caso em que é preciso “normalizar procedimentos”, porque “já não nos podemos ficar simplesmente pela boa vontade”.

Já a secretária Rita Andrade agradeceu ao prelado esta oportunidade de visitar a Aldeia da Paz, tendo aproveitado também para cumprimentar a nova direcão, encabeçada por João Carlos Vasconcelos Spínola. 

A secretária aproveitou igualmente para reiterar o apoio do Governo à Aldeia da Paz, uma “instituição de grande relevância”, apoio esse que se consubstancia em cerca de 300 mil euros anuais.