Bispo do Funchal visitou instalações do Posto Emissor do Funchal

Foto: Luisa Gonçalves

O bispo do Funchal visitou na manhã desta terça-feira, dia 19 de março as instalações do Posto Emissor do Funchal (PEF), onde era aguardado pela direcção, funcionários e colaboradores. A todos D. Nuno agradeceu pelo trabalho “que fazem no dia a dia como Posto Emissor do Funchal”, sublinhando que “é importante reconhecer este trabalho, às vezes em condições materiais menos favoráveis, o que só mostra a boa vontade, o empenho e o profissionalismo de todos”. 

Realçou ainda que “este é o Posto Emissor do Funchal o que implica estar atento às realidades da nossa ilha”, mas implica também “abrir os horizontes para que a ilha não fique ilha”, sublinhando que essa sempre foi e continua a ser uma das grandes funções da rádio.

Neste caso concreto, esse olhar sobre o que se passa na ilha e no mundo deve ser feito “numa perspetiva cristã”. E é “este olhar cristão sobre a vida, que aparece com toda a naturalidade”, que se coloca como “grande desafio” a meios de comunicação como o PEF. 

A rádio, reconheceu D. Nuno, ainda é “o meio que está mais à mão, de novos e de velhos, para poderem ter uma voz que lhes faça companhia nos momentos de solidão”.

Manter esta “matriz cristã” de que falava o prelado tem sido, de resto, uma constante ao longo destes 70 anos de trabalho, conforme referiu o Cónego Carlos Nunes, Diretor do PEF, que disse mesmo que o Posto tem “sido a voz da Igreja” na ilha. Uma voz que anseia por melhores instalações, sendo que “já existem projetos e ideias”, conforme o mesmo referiu, mas que até que esses projetos se concretizem, vai continuar a fazer-se ouvir.

“É na simplicidade das nossas instalações que o recebemos”, disse o cónego Carlos, que em nome de todos desejou ao novo prelado, “as maiores felicidades e sucessos pastorais nesta nossa diocese, e que também tenha uma atenção a este nosso trabalho e ao Posto Emissor do Funchal”.

Durante esta visita, numa pequena entrevista conduzida pelo jornalista Paulo Figueira, D. Nuno teve oportunidade de se dirigir a todos os ouvintes do PEF e de “saudar todos os Josés”, visto que “hoje é dia de São José” e também “todos os pais”. 

Fez ainda um breve balanço deste mês que leva à frente dos destinos da Diocese do Funchal, tendo referido que estes dias têm sido de “muito trabalho”, mas que também foi com esse espírito que para cá veio. Neste mês e para além dos contatos com entidades públicas e diocesanas que queriam conhecer o novo bispo, D. Nuno já teve oportunidade de percorrer boa parte da ilha, embora não se tenha reunido ainda com todos os Arciprestados. Seja como for, do que já lhe foi dado a ver, há duas realidades a que importa estar atento. Uma delas são as diferenças entre o norte e o sul da ilha, com o norte a apresentar populações mais envelhecidas e a exigir um determinado tipo de atenção. Outra realidade já constatada é a clara necessidade de apostar na Pastoral Juvenil, mostrando aos jovens que “isto de ser cristão não tem idades”.

D. Nuno falou ainda da visita pastoral que está programada para o Porto Santo, de 27 a 31 de março, tendo confessado que não conhece a Ilha e que, também por isso, esta visita reveste-se ainda de maior significado.