Bispo do Funchal celebrou Dia da Sagrada Família no lar de Gaula

D.R.

O bispo do Funchal presidiu este sábado, dia 29 de dezembro, a uma Eucaristia na Casa da Sagrada Família e Refúgio de São Vicente de Paulo, em Gaula.

Na homilia, o prelado sublinhou ser aquela precisamente uma família “onde queremos estabelecer sempre mais a alegria e o amor do Natal”, mas sobretudo “a alegria e o amor da família sagrada da Nazaré”.

Referindo-se à palavra proclamada, o prelado falou da segunda leitura em que “São Paulo proclamava alguns dos sentimentos, virtudes e de algumas maneiras da gente se comportar e agir”. Dizia que “cada um devia procurar revestir-se de sentimentos de misericórdia, de bondade, de paciência, de humildade”.

Por outras palavras, “convida-nos a nos compreendermos uns aos outros, até perdoando, se for caso disso”, porque, como dizia São Paulo, “o amor conduz ao perdão”. Não é possível, disse D. António, “viver numa família o amor e a união se não houver, como diz São Paulo, a bondade, a paciência e também esta capacidade de perdoar uns aos outros”, fazendo cada um “por se emendar naquilo que deve”.

Falava-se ainda da “caridade que há-de reinar nos nossos corações e deixar neles a paz de Cristo”. E é neste “espírito de união e de caridade, que vivemos em união com Deus”.

Em Dia da Sagrada Família, disse D. António, que “estas palavras vêm lembrar-nos aquilo que também nós temos de nos esforçar por fazer”. Por outras palavras temos de “viver o nosso dia-a-dia, apesar das nossas fraquezas e debilidades, nesta união com Deus e procurando a união entre todos, para vivermos neste espírito de caridade a que somos chamados”.

Já o Evangelho, frisou D. António, remete-nos para o episódio do Menino deixado no templo e para a preocupação e o cuidado de Maria e de José, que trataram logo de procurá-lo. Ou seja, remete-nos para o cuidado dos pais para com os filhos, um cuidado que deve ser recíproco e ter por base a confiança, “a confiança de que a Sagrada Família vela por nós”.

O prelado terminou pedindo a quem assistia à celebração que, no silêncio da oração, pedisse aquilo que quisesse à Sagrada Família, ou agradecesse aquilo que achava que tinha para agradecer, nomeadamente a possibilidade que cada um dos que ali estava tinha de “viver acompanhado e ajudado”.

A terminar de referir que esta Eucaristia foi concelebrada pelo Pe. Gil Pereira, que é também presidente do Conselho de Administração do Lar, pelo Pe. Hélder Gonçalves, pároco de Gaula e pelo Pe. Carlos Almada.