
O bispo do Funchal presidiu na tarde de sexta-feira, dia 7 de dezembro, à Eucaristia da bênção das capas dos alunos da APEL que, como é hábito, teve lugar na igreja paroquial de Nossa Senhora do Monte.
Na homilia, dirigindo-se aos cerca de 160 jovens finalistas, três dos quais seminaristas, o prelado lembrou-lhes que aquele era um momento especial, que tinha uma “marca de festa”, que assinala uma etapa que está “quase a ser alcançada” e que abre “perspetivas novas e projetos que se abrem no coração de todos e de cada um”. Projetos de vida pessoal, de “busca de felicidade”, mas que também se afirma pela ajuda a que outros encontrem também esses “caminhos de felicidade”.
Na sequência de uma intervenção inicial de um dos finalistas, que “pediu a bênção divina para as capas”, D. António aludiu ao simbolismo espiritual das mesmas referindo que a capa é como que “o abraço de Deus a cada um”. Uma “bênção de Deus” que, como as capas envolvem o corpo, “envolve e acompanha cada um ao longo da vida”.
Um abraço e uma bênção que, disse, os vai ajudar nos diferentes caminhos da vida, que serão feitos de alegrias, mas também de dificuldades e em que não deverá ser esquecida a busca da felicidade pessoal, mas também “a dimensão do serviço à comunidade e à sociedade na qual estão inseridos”. A escola, disse D. António, “ajuda a crescer e formar-nos”, mas é preciso que saibamos também “transmitir e partilhar” esse enriquecimento.
D. António lembrou ainda que esta cerimónia coincide com a solenidade da Imaculada Conceição que, de resto, é a Padroeira da Escola da APEL. Assim sendo, “meditamos na beleza da nossa Mãe”, na santidade de Maria, no privilégio que lhe foi concedido da parte de Deus: Imaculada desde a sua conceção.
Referindo-se às leituras proclamadas, o prelado disse que as mesmas apontam para “os caminhos que Deus quer para os homens”. Acontece que esses caminhos podem ser diferentes: Eva, na primeira leitura, aparece-nos a dizer não e a desobedecer. Já Maria, no evangelho, aparece-nos a dizer sim ao anjo. A responsabilidade de saber escolher nos caminhos da nossa vida, entre o sim e o não, disse, “é algo que todos nós temos de assumir pela vida fora, diante de Deus e em consciência”. Há, frisou, “valores humanos fundamentais” que, ajudados pelos “valores do Evangelho”, nos ajudam a “chegar mais longe”, a bem de todos e de cada um.
Voltando de novo a sua atenção para os jovens finalistas, D. António frisou que também eles são convidados a viver com essa responsabilidade de viver com valores que lhes “encham o coração” e lhe “dêem asas para voar”. Valores de “verdade, de justiça, de paz, de alegria, de ajuda” para “superar aquilo que são as dificuldades e os problemas, “aquilo que faz sofrer as pessoas”.
É desta força e desta capacidade, salientou, que devemos encher a nossa vida e assumindo um “ideal que nos projete bem alto”, porque sem ideal de vida, sem vontade e sem um “credo positivo, bem comprometido” a verdade é que “falta algo” que possa “complementar tudo o que é académico, que é ciência”.
E para que assim seja, lembrou, temos de saber fazer as escolhas certas e a aposta nesses tais “valores, projetos e ideais”, reconhecendo que “a nossa responsabilidade vai muito para além daquilo que é a vida de cada um, porque temos a ver com os outros e temos de fazer alguma coisa pelos outros”.
De referir que coube ao Pe. Fernando Gonçalves, Director Geral da Associação Promotora do Ensino Livre (APEL), não só as palavras de apresentação dos jovens, mas também as de encerramento, as quais foram de agradecimento a todos aqueles que contribuem para que o projecto de vida destes alunos se faça precisamente com responsabilidade, ideais e valores, mas também com o coração, como acabara de referir D. António, cuja presença agradeceu.























