Bispo do Funchal presidiu à Eucaristia de abertura do Ano Missionário na Igreja do Colégio

D. António Carrilho na Eucaristia de abertura do Ano Missionário na Diocese do Funchal | Foto: Duarte Gomes

D. António Carrilho presidiu ao fim da tarde deste sábado, na Igreja do Colégio, à Eucaristia que assinalou a abertura solene do Ano Missionário, cujo tema diocesano é ‘Ser Cristão, Viver em Missão’. 

Na homilia o prelado começou por explicar que, no seguimento do desafio do Papa Francisco de fazer de outubro de 2019 um Mês Missionário Extraordinário, a Conferência Episcopal Portuguesa decidiu ir mais além e promover um Ano Missionário que vai de outubro de 2018 a outubro de 2019. 

“Estamos assim sintonizados neste projeto”, disse D. António, para logo frisar que “o seu alcance depende muito daquilo que seja o empenho da Igreja, dos diversos grupos, das diversas comunidades, dos seus diversos membros”. E não é só da Igreja em Portugal, mas do mundo. Daí os símbolos escolhidos para o cortejo de entrada: a cruz, de onde pendiam fitas de várias cores a representar os cinco continentes e um globo a representar o mundo, “precisamente para nos fazer pensar que a missão não é só para alguns países, para alguns lugares, porventura mais próximos ou mais conhecidos. É o mundo que foi confiado à Igreja”.

Aludindo às imagens de São Francisco Xavier e de Santa Teresinha do Menino Jesus, ambos padroeiros das Missões, cujas imagens se encontravam junto ao altar, o prelado lembrou que qualquer um deles, à sua maneira, encontraram formas práticas de concretizar o sentido da sua missão. O primeiro através da “ação”, da “pregação” e dos “sacramentos”, a segunda através  do “amor” e da” oração”. São, disse, “propostas a todos nós”; “duas maneiras de expressar a sua entrega, a sua consciência de anunciar Jesus Cristo e de pensar em todos aqueles a quem Jesus há de ser anunciado”. 

De resto, ao longo dos tempos, “a Igreja foi respondendo” e “se organizando” para o serviço da Missão e do levar a Boa Nova do Evangelho. Foi o que aconteceu há 600 anos, quando aqui chegaram os Franciscanos, que acompanharam os navegadores, e para além deles outras congregações como os Dehonianos, os Vicentinos, as Franciscanas de vários ramos, que “deixaram um testemunho de se terem encontrado com Cristo, conhecido a importância da sua mensagem e desejarem partilhar com todos essa mensagem, que se pretende de alegria”. 

Atualmente, disse D. António, “há muita gente que começa a redescobrir esta responsabilidade da Igreja.” São jovens, rapazes e raparigas, casais que “querem colocar-se ao serviço do anúncio do Evangelho”. Porém, frisou, ao contrário do que se possa pensar, “as missões não nos projetam só para longe”. Podemos e devemos ser missionários, em qualquer lugar onde seja preciso fazer, conforme disse, brilhar “a luz do Senhor”.

Neste contexto, o prelado realçou que o Dia Mundial das Missões, que se celebra este domingo, e todo o Ano Missionário, que se prolonga até outubro de 2019, vem lembrar-nos que “a missão da Igreja é revelar o rosto de Cristo”, indo “ao encontro das necessidades de cada tempo, de cada época e em cada lugar”.

Referindo-se ao lema escolhido pela Diocese do Funchal para este Ano Pastoral –  ‘Ser Cristão, Viver em Missão’ – D. António disse que o mesmo “pretende confiar a todos, que somos cristãos, esta tarefa missionária de vivermos em missão, aqui concretamente na nossa cidade, nas nossas terras”. Por outras palavras, “não nos projetemos só lá longe, mas também aqui no compromisso pessoal que podemos assumir, nas nossas famílias, nos nossos grupos, nas nossas comunidades”. E tudo porque “há muita gente que tem uma ideia vaga do Evangelho, outros já nem isso têm, porque muita coisa se foi diluindo” e é preciso “chegar a todos” e “mais longe” e  fazê-lo “pela oração, pela leitura e meditação da palavra”.

A terminar, o bispo diocesano convidou a assembleia a conhecer o programa para este ano, que está publicado no site da Diocese, porque “é importante conhecer, ver e integrar-se numa vida de comunidade e de grupo, que possa responder a esta necessidade de colocar a luz de Cristo no coração da Igreja e no coração de cada um e fazermos todos, uns pelos outros, o que estiver ao nosso alcance para que a palavra de Cristo nos torne felizes e, por nosso intermédio, possa ajudar outros a sê-lo também: portadores da luz, portadores do Evangelho, portadores da alegria.”

Antes da bênção final, os ministros da comunhão procederam à distribuição do livro dos “Evangelhos e Atos dos Apóstolos”, uma oferta da Igreja do Colégio, para que os membros da assembleia saibam que “têm ali o Evangelho que vão anunciar”. Nessa ocasião e embora já o tivesse feito no início da celebração, o cónego Fiel de Sousa agradeceu a presença do senhor bispo.