Papa Francisco fala dos falsos profetas com palavras de Jesus em S. Mateus: “Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!”
E podíamos acrescentar: Quantos enganam os crentes desviando-os dos caminhos de Deus com profecias, sonhos e visões, causando conflitos, confusão, desvios, traições às pessoas, traições à natureza humana.
S. João nos diz que «muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.» (1 João 4:1)
S. Pedro: “No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras… Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (2 Pedro 2:1-3)
S. Paulo não podia deixar de abordar este problema existente logo nas primeiras comunidades: «Se alguém ensina falsas doutrinas e não concorda com a doutrina de Jesus Cristo é orgulhoso e nada entende. Esse mostra um interesse doentio por controvérsias e contendas acerca de palavras, que resultam em inveja, brigas, difamações, suspeitas malignas e atritos constantes entre aqueles que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a religião é fonte de lucro. (1 Timóteo 6:3-5)
Papa Francisco continua num que lhe é familiar: “Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! … Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar… Perante isto, “cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.» (Mensagem Quaresma 2018)
Jesus, no texto de Mateus, “anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes” – escreve o Papa – tudo devido a “falsos profetas” enganadores que quase apagam dos corações “o amor que é o centro de todo o Evangelho”.
É preciso muita atenção no discernimento para descobrir e nos defendermos dos falsos profetas e dos anticristos que podem estar mesmo dentro da Igreja. Pelos frutos maus ou bons os conheceremos.




















