Crimados de São Gonçalo desafiados por D. António a conhecer, seguir e anunciar Jesus

Foto: Duarte Gomes

A tarde de sábado, dia 22 de setembro, foi especial para 24 jovens e adultos que receberam o Sacramento da Confirmação na igreja de São Gonçalo, numa Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal. 

No início da celebração uma jovem deu as boas vindas a D. António, em nome do grupo e da assembleia, e agradeceu a sua disponibilidade para, enquanto pastor, estar presente num dia que reconheceu ser “muito importante” para todos. Um dia de verdadeira festa. Uma festa ainda assim diferente, conforme faz questão de sublinhar o bispo do Funchal, já que não é “uma festa apenas exterior” ou “só para um dia”, mas “para a vida”. Daí o prelado ter voltado a referir a importância da celebração ser “vivida de modo a acolher o dom da luz e da força do Espírito Santo, para a vida de cada dia”.

Coube depois ao Pe. Pascoal, Pároco de São Gonçalo, apresentar formalmente o grupo, referindo que 17 jovens frequentaram os 10 anos normais de catequese na paróquia e os restantes a preparação intensiva, estando por isso aptos para receber a graça do Sacramento do Crisma.

Na homilia, D. António voltou a falar no significado do Sacramento da Confirmação, algo que só se percebe realmente, depois de algum tempo de preparação. Daí a importância da catequese, para se alcançar este conhecimento que, ainda assim, pode e deve ser aprofundado.

Refletindo sobre a palavra proclamada, especialmente escolhida para a ocasião, o prelado lembrou que “em todas as leituras se falou do Espírito Santo”, precisamente para que se entenda que também nós estamos “envolvidos neste mistério”, que tantas vezes se manifesta nas nossas vidas. E, disse, “quem tem uma fé viva, sente esta força e esta luz de Deus, em tantos momentos” e isto “apesar das dificuldades, das lutas, dos problemas e das vicissitudes da vida”. 

“Precisamos de conhecer Jesus, precisamos de abrir o coração para seguir Jesus e se conhecemos e seguimos, somos chamados a anunciar Jesus. São três palavras, três verbos, que podem sintetizar a mensagem das leituras que hoje proclamamos: conhecer, seguir, anunciar”, frisou.

De resto, “ninguém se pode encantar sem conhecer”. Assim sendo, o conhecimento é o ponto de partida para tudo, incluindo a compreensão do mundo em que vivemos, que exige de nós “uma capacidade crítica e uma capacidade de entendimento daquilo que é a vida e do que são os seus problemas, do que é a relação das pessoas umas com as outras”.

E esse conhecimento tem de ser constante. Não termina, de forma alguma, com o Sacramento do Crisma. É algo que deve ser feito ao longo da vida, porque “quem acredita quer conhecer”, e quem conhece quer “comunicar” e quer “anunciar”. E não o faz só por palavras, mas também com obras e nos mais variados círculos em que se insere, desde a Igreja, à família, passando pela escola e pelos grupos desportivos e culturais, entre outros.

Neste contexto, D. António lembrou que o próximo Ano Pastoral será dedicado precisamente à missão de anunciar Jesus, referindo que o lema será desse ano será “Ser Cristão, viver em Missão”.

Concluída a crismação individual D. António deu os parabéns a todos os crismados, que desafiou a “viver como bons cristãos”. Dirigiu-se depois aos padrinhos a quem lembrou que, ao aceitarem este convite, assumiram responsabilidades, nomeadamente de continuar a ajudar os respetivos afilhados, e de estar disponíveis para os ajudar em qualquer momento e circunstância da vida.

O prelado pediu ainda aos crismados para que rezassem todos os dias um bocadinho e para que não deixassem de ir à Missa do domingo, ou do sábado à tarde. 

Pediu também aos jovens, e a toda a assembleia, para que rezassem pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, pelo seminário e pré-seminário, lembrando que também se iniciou mais um ano letivo no nosso seminário.

Terminada a Eucaristia o bispo do Funchal ofereceu a cada jovem, em nome da Diocese, o livro dos “Evangelhos e Atos dos Apóstolos” que disse, “não é para ficar na gaveta”, mas para ser “estar ao serviço de todos lá em casa”.