Convívios Fraternos: “Ser cristão é tomar a Cruz de Cristo para si e seguir com Ele”

Foto: Duarte Gomes

Tal como estava previsto decorreu, ao início da noite desta terça, dia 22 de maio, a Eucaristia com a qual se pretendia assinalar a chegada da Cruz Peregrina dos Convívios Fraternos à Diocese do Funchal.

A cerimónia fez-se, no entanto, com uma Cruz pertencente ao movimento na Região, uma vez que a que deveria vir do continente, foi alvo de “um contratempo”, e só esta quarta-feira chega à Paróquia de Santo António, onde permanecerá até ao dia 27, seguindo depois para a Calheta.

Logo no início da Eucaristia o Cónego Carlos Nunes, pároco de Santo António, fez questão de explicar precisamente que a Cruz não era aquela que ali deveria estar, mas que “o significado é o mesmo e o espírito é o mesmo”, pelo que “vamos celebrar, agradecendo a Deus os frutos que, durante estes 50 anos, o movimento tem dado à Igreja, levando muitos jovens a unirem-se a Jesus Cristo”, sendo essa união a “razão principal da nossa fé”.

Mais adiante, na homilia, o cónego Carlos referiu que “ser Cristão é viver de uma forma diferente; ser cristão é ter uma atitude diferente; ser cristão é tomar a Cruz de Cristo para si, e seguir com Ele e com a exigência que vem da Cruz”.

A nossa vida cristã, disse, é um “serviço ao amor da Cruz”, uma Cruz que realmente é um sinal de “martírio”, mas é também para nós um sinal “de salvação” e não apenas “de morte”.  

“Este sinal que acompanhou, e continua a acompanhar, este Movimento dos Convívios Fraternos ao longo destes 50 anos, deve continuar a ser um sinal da nossa fé, para que muitos se deixem atrair”, frisou ainda o pároco de Santo António.

50 anos de existência

Antes de se iniciar a Eucaristia coube a Andreia Fernandes, membro do movimento, fazer uma pequena introdução sobre as origens e objetivos do mesmo, tendo esta referido que os Convívios Fraternos são um movimento que se insere na Igreja Católica, com a aprovação da Conferência Episcopal Portuguesa. 

O movimento nasceu em Portugal em 1968, tendo o 1º Convívio Fraterno acontecido em Castelo Branco pela mão do então Capelão Militar, Padre Valente Matos, que “procurou ir ao encontro das necessidades e anseios espirituais dos jovens, para os ajudar a encontrar-se com Cristo e assumir a sua própria responsabilidade e vocação na Igreja”.

Tomando como símbolo a Cruz, formada por cravos e encimada por uma chama que invoca a fé batismal, os Convívios Fraternos têm sido “uma experiência de encontro de adesão a Jesus Cristo, de descoberta e de comprometimento de milhares de jovens”.

Estando a celebrar os 50 anos de existência, o Movimento dos Convívios Fraternos já passou entretanto as fronteiras de Portugal, tendo chegado a Angola, Moçambique, Paris, Luxemburgo e Suíça. 

Já se realizaram mais de 1350 Convívios e aproximadamente cinquenta mil jovens já fizeram esta experiência de Jesus Cristo. 

Na Diocese do Funchal, o 1º Convívio-Fraterno realizou-se no ano de 1988, sendo que até à data e passados 30 anos, aconteceram 20 Convívios com a participação de cerca 500 jovens madeirenses.

De referir que, terminada a Eucaristia, os fiéis presentes foram convidados a um momento de contemplação da Cruz, que foi feito de oração, cânticos e também de silêncios.