O último domingo de maio é o dia em que a paróquia da Boaventura festeja Santa Quitéria, a sua padroeira.
Este ano será no próximo domingo 27 de maio às 16 horas, seguida de procissão.
Na quinta-feira às 18h30 será celebrada a missa e de seguida decorrerá a apresentação do «Novenário a Santa Quitéria» com algumas letras e música a Santa Quitéria, atribuídas ao Padre Elias Gonçalves.
No sábado haverá as visitas aos sítios a partir das 15 horas e serão celebradas missa e novena às 21 horas.
No próximo fim-de-semana o arraial madeirense animará o centro da freguesia da Boaventura.
Quem foi Santa Quitéria
Segundo consta do hagiológio português e na história de Braga, Quitéria foi uma das nove filhas nascidas de parto único de Cálsia Lúcia, mulher de Lúcio Caio Otílio, governador de Portugal e Galiza sob o Império Romano, no século II da nossa era. Nasceu no ano de 120, em Braga, na região do Minho, quando o seu pai acompanhava o imperador romano Adriano em viagem pela Península Ibérica.
Numa época em que predominavam as superstições, a ponto de represália do marido, homem de procedimento muito rígido, instruiu a parteira de nome Cília que matasse as nove crianças. Mas, movida pelos sentimentos cristãos de piedade e amor ao próximo, Cília desobedeceu à patroa entregando as meninas ao arcebispo de Braga, Santo Ovídio, que as batizou e encomendou o seu cuidado e educação a diversas famílias cristãs.
Quando surgiu uma violenta perseguição contra os cristãos, pelos romanos as nove irmãs foram levadas à presença do Cônsul, o seu pai Lúcio Caio. Aí chegadas, revelaram ao espantado pai toda a verdade. A mãe confessou, o pai perdoou e recebeu-as nos seus domínios. Por todos os meios tentaram os pais, a partir daí, afasta-las da religião cristã. No entanto sem sucesso, pois as nove acabaram por fugir do palácio real. Apenas uma foi encontrada, Quitéria, e de novo levada à presença de seu pai, que a partir daí se tornou mais tolerante no respeito pelas práticas religiosas de sua filha. Nova fuga ocorreu quando Lúcio Caio se preparava para obrigá-la a casar com o nobre rapaz de nome Germano.
Por querer uma vida consagrada a Deus, ela fugiu novamente, por isso, recebeu de seu pai a cólera implacável da tirania, mandando martirizar a própria filha. Otílio condenou-a a morte, cuja execução foi perpetrada pelo próprio Germano no dia 22 de maio do ano de 135, tendo Quitéria 15 anos de idade.
Santa Quitéria é invocada contra angústia, depressão, mordida de cachorro, e raiva do gado.
A festa litúrgica é celebrada no dia 22 de maio.






















