Bispo do Funchal desafiou fiéis a aprofundar, redescobrir e pôr em prática a mensagem de Nossa Senhora

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu este sábado, dia 12 de Maio, na Sé do Funchal, à Eucaristia e à procissão das velas. Um momento, disse D. António Carrilho logo no início da missa, para “em união com os peregrinos de Fátima, louvarmos Nossa Senhora”, a “Mãe da mensagem”. A mensagem que, diria mais adiante, “é de vida para nós” e por isso devemos recebê-la “com o coração atento e aberto”.

Na homilia o prelado recordou as últimas passagens da Imagem Peregrina de Nossa Senhora pela Região, primeiro durante sete meses e depois durante mais três meses. E a imagem, disse, “leva-nos à pessoa” porque “o que está em causa é sempre Virgem Nossa Senhora, a Mãe de Jesus Cristo, a Mãe da Igreja, a nossa Mãe”. E isto independentemente da “designação, ou  invocação, com que a ela nos dirigimos” ou do local onde nos encontramos. No Santuário de Fátima, só peregrinos a pé, eram esperados 37 mil. “Nós não estamos lá, estamos aqui, mas neste mistério de comunhão, nós louvamos Nossa Senhora e escutamos os apelos da Mãe”.

Referindo-se à liturgia, o prelado lembrou que “estamos a celebrar o mistério da Ascensão do Senhor”. O momento em que “Jesus deixa este mundo e confia à Igreja a sua missão” e assim  completa o mistério da Ressurreição. “Se estamos aqui reunidos é porque somos Igreja, mas é também porque a fé nos foi trazida, a fé nos foi transmitida e comunicada por aqueles que tiveram a graça de conviver com Jesus, antes da sua morte e depois da sua Ressurreição”, frisou. E é nossa missão, disse, continuar a fazer o mesmo que fizeram os apóstolos: “A palavra de Jesus terá que ser assim anunciada, transportada até aos mais longínquos recantos da terra”.

Nossa Senhora, explicou D. António, “entrou neste projeto, trazendo a mensagem de alertar, de chamar a atenção para aquilo que era fundamental na palavra do Seu Filho Jesus. São João Paulo II, em Fátima, chamou a Maria a “Senhora da mensagem”. “A mensagem de oração, a mensagem de conversão, de pensar na vida e transformá-la à luz dos ensinamentos cristãos.” Já o Papa Francisco, quando esteve no santuário, disse que “temos Mãe”. “Convida-nos esta palavra, e nesta noite, precisamente a colocarmos os nossos olhos em Maria que nos trouxe a mensagem, que podemos aprofundar, ou porventura até mesmo redescobrir e procuramos pôr em prática”, à luz das velas. Luz de Cristo Ressuscitado, que  “é para ser distribuída, é para iluminar os caminhos, as noites da vida”.

E foram precisamente essas inúmeras velas que se acenderam depois para a procissão e que acompanharam o andor de Nossa Senhora. Um momento sempre muito emotivo conforme pudemos constatar, bastando para isso olhar para o rosto de alguns dos presentes e vendo as lágrimas que teimavam em correr.

No final da procissão coube ao Cónego Vitor Gomes agradecer ao bispo Diocesano por ter presidido às cerimónias, mas deixar também outras palavras de agradecimento, nomeadamente ao comandante da ZMM e aos militares que transportaram o andor, aos Escuteiros Marítimos da Sé, às pessoas que ofereceram as flores para enfeitar a igreja e o andor, ao coro de São Gonçalo, pela animação litúrgica, e aos membros da Plataforma Juntos Pela Europa, que estiveram presentes na oração do Terço.