Bispo do Funchal desafiou crismados dos Álamos a serem discípulos que seguem os passos de Jesus

Ao todo foram 24, os jovens e menos jovens, do centro de catequese da igreja e do centro da Sagrada Família, que receberam o Sacramento da Confirmação

Foto: Duarte Gomes

O bispo do funchal presidiu este domingo, dia 6 de Maio, à celebração de uma Eucaristia na Paróquia dos Álamos no decorrer da qual foram confirmados 24 jovens e adultos do centro de catequese da igreja, mas também do centro da Sagrada Família.

Aliás, foi à irmã Paulina Henriques do Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família, que deu as boas vindas a todos e explicou, de certa maneira, o sentido desta festa a qual, disse, representa “o completar de mais uma etapa” na vida destes jovens e menos jovens. E para que essa etapa seja completa, sublinhou, só precisamos “deixar que seja o Espírito Santo a nos enviar em missão. Aquela missão que ele tem reservada para cada um de nós”. Em Dia da Mãe, a irmã Paulina felicitou todas as mães presentes e desejou que “Maria, a primeira Mãe, nos acolha no seu regaço maternal e nos abençoe em cada dia”.

Coube depois ao pároco, neste caso ao Pe. Hector Figueira, dar conta de que o grupo fez o caminho necessário, ainda que por diferentes vias,  para receber este que é o terceiro dos três sacramentos da iniciação cristã. Naturalmente que o batismo foi aquele que, conforme referiu o bispo do Funchal, “nos abriu a porta da Igreja” e nos fez parte desta assembleia e deste corpo de que somos membros e Cristo é a cabeça.

Já D. António Carrilho, na homilia, recordou que “ainda estamos a viver a alegria do tempo da Páscoa”, que dura 50 dias. Um tempo em que Jesus “vivo”, “ressuscitado” e “glorioso”, continua a “junto de Deus e junto de nós”. “Caminhando connosco”, ainda que não o faça com a forma física de outrora. 

O importante é que reconheçamos essa presença e continuemos a segui-lo, com a nossa fé reavivada. Aliás, como dizia S. Paulo, “se Cristo não ressuscitou, a nossa fé não tem sentido”. É vã. É morta e “por uma fé morta, nós não sentimos nada”. 

O prelado aludiu ainda ao Círio Pascal, para dizer que ele representa “Cristo vivo” a “Luz do mundo”, que nos faz falta para “nos sentirmos fortalecidos nos caminhos da vida”, tendo aproveitado ainda para questionar os presentes, em concreto os crismandos, sobre o que é que têm feito perante Jesus ressuscitado, qual tem sido o seu comportamento, e para referir ainda que o crisma não se pode desligar desta gloriosa ressurreição.

Em relação às leituras proclamadas, o bispo diocesano falou do Mandamento Novo a que fazia referência a primeira leitura – Amai-vos uns aos Outros, como Eu vos amei –  e explicou que Deus é amor, conforme se dizia na segunda leitura. E Deus, por ser amor, “não põe ninguém de parte” e dá-nos a possibilidade “de sermos uns para os outros, atentos e amigos”. 

É verdade que, “muitas vezes é preciso desculpar, é preciso perdoar, é preciso compreender, é preciso dialogar, muitas vezes é preciso ajudar de outro modo, mas aquilo que nos está a ser pedido é que o amor de Deus, que Cristo nos veio ensinar e revelar, seja posto em prática”. Mas como cristãos, devemos ser “discípulos que seguem os passos de Jesus, procurando tornar o amor de Deus presente na vida de cada um”. 

Posteriormente, já com os 24 jovens crismados, D. António dirigiu-se aos pais e padrinhos presentes sublinhando que os mesmos têm a responsabilidade de continuar a ajudá-los, porque “é sempre bom ter alguém para nos apoiar e nos acompanhar em certos momentos”.

Lembrou ainda que “a festa do crisma é hoje, mas não é para hoje”, é uma graça para a vida”, e tanto os pais como os padrinhos têm o dever de ajudar os jovens a manter-se neste caminho de proximidade com a Igreja.

A cada um dos crismados D. António Carrilho pediu para que rezassem todos os dias um bocadinho, caso ainda não o façam, e para que não deixassem de ir à Missa do domingo e de participar nas atividades da paróquia. Pediu também à assembleia para que rezasse pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias.

No final da celebração o bispo do Funchal ofereceu a cada crismado, em nome da Diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos” que disse, “não é para ficar na gaveta”, mas para ser lido por eles e pelos demais membros da família.