Sacramento da Confirmação é “uma marca do Espírito Santo para a vida”, disse D. António aos jovens que se crismaram na Igreja do Atouguia

Aos pais e padrinhos o prelado lembrou que lhes compete acompanhar os jovens, para que eles continuem a fazer esta caminhada na fé ao longo da vida.

Foto: Duarte Gomes

D. António Carrilho administrou, na manhã de domingo, 29 de Abril, o Sacramento da Confirmação a 34 jovens de três paróquias do Arciprestado da Calheta, nomeadamente de São Francisco Xavier, da Calheta e Atouguia, no decorrer de uma Eucaristia celebrada precisamente na Igreja do Atouguia.

Antes do Crisma propriamente dito, e tal como é hábito nestas ocasiões, coube o Pe. Silvano Gonçalves dar conta de que os jovens dos três grupos estavam devidamente preparados para receber o Crisma, isto depois de terem feito uma “caminhada de catequese, uma caminhada de encontro com Cristo e uma caminhada em comunidade, participando nas mais diversas atividades”.

Na homilia D. António Carrilho começou por agradecer “as palavras simples” com que o Pe. Silvano, pároco das três paróquias,  “apresentou estes três grupos que, aqui reunidos, formam apenas um grupo e uma comunidade”, porque estamos “aqui unidos, solidários no mesmo objetivo, nos mesmo desejos e aspirações”. Queremos todos, disse o prelado, que este dia “seja uma marca do Espírito Santo para a vida destes jovens” porque, lembrou, “a festa é hoje, mas não é para hoje. É para a vida”.

Referindo-se à palavra proclamada, o bispo do Funchal lembrou que as leituras deste dia são ainda “eco da celebração pascal” e da “alegria da Ressurreição do Senhor Jesus”. As leituras, lembrou, são as mesmas que “se ouvem por esse mundo fora, onde os cristãos se reúnem”, o que nos coloca em “comunhão com a Igreja Universal”. 

No que ao Evangelho diz respeito, D. António Carrilho “voltou a falar da imagem da videira” e da necessidade de “nós sermos os ramos” dessa Cepa que é Jesus. “Ramos Vivos”,  “ramos que florescem e dão fruto”, o “fruto das boas obras”, “do amor e da caridade”. 

Ser cristão, disse ainda o prelado é seguirmos “os passos de Jesus ao milímetro”, como lhe disse um dia um jovem que, como aqueles que ali estavam, também ia receber o Sacramento da Confirmação.

Dirigindo-se aos crismandos, D. António Carrilho lembrou que naquela igreja estão as relíquias de São João Paulo II, ele que “muito pensou e se dedicou aos jovens”. Jovens que, neste momento, estão no centro das atenções da Igreja que procura, pelas mais diversas vias, encontrar caminhos para que a fé dos mais novos  “se avive” e para que eles se sintam parte da comunidade. E, explicou, “comunidade é união, é comunhão”. Ou pelo menos é assim que devia ser, embora em certos casos se encontre o oposto, isto é: “mentira, calúnia, violência”. E não é esse, frisou, o caminho que nos une a Jesus Cristo. “O que nos une a ele é o amor serviço e o amor caridade”.

Procurar esse caminho é uma responsabilidade e uma exigência de todos os que são batizados, e em particular dos jovens confirmados na fé. De resto, esse compromisso foi assumido no momento em que cada um, ao ouvir o Pe. Silvano chamar o seu nome, se levantou. Foi um dizer à comunidade, “estou aqui, podem contar comigo”. E há várias maneiras de prestar esse amor serviço e esse amor caridade. Só temos de estar atentos e perceber o que o Senhor quer de nós, e como é que podemos, não só com palavras, mas com obras, dar o nosso testemunho de fé. Uma fé renovada, revitalizada pelo Sacramento da Confirmação.

Aos pais e padrinhos presentes, o prelado lembrou que lhes compete acompanhar os jovens, para que eles continuem a fazer esta caminhada ao longo da vida.

Referência ainda para um momento particularmente emotivo desta celebração, no decorrer do qual os jovens e toda a restante comunidade presente recordaram a jovem Mayara. Ela que também se estava a preparar para este grande dia, acabou por partir para junto do Senhor. Para além de umas breves, mas sentidas palavras, lidas por duas colegas, os pais e a irmã da jovem, foram convidados a depositar, junto da imagem de Nossa Senhora, um ramo de flores, a lembrar que é Maria, quem agora cuida da sua filha.

No final da celebração D. António ofereceu a cada crismado, em nome da Diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos” que disse, “não é para ficar na gaveta”, mas para ser lido tendo convidado ainda os jovens a “rezar todos os dias um bocadinho” e a participar na Eucaristia Dominical.