Foram 23 os jovens da Paróquia da Ponta do Sol que no sábado, dia 28 de abril, receberam o Sacramento da Confirmação, numa Eucaristia presidida pelo Bispo do Funchal.
No início da celebração, o prelado fez menção ao facto desta cerimónia ter tido lugar numa tarde de sol, um sol que “ilumina os nossos corações por dentro” e que “há-de orientar o caminhos da vida destes jovens”.
Antes do Crisma propriamente dito, e tal como é hábito nestas ocasiões, coube o Pe. Johnny Aguiar dar conta de que os jovens em causa, “o nosso tesouro”, como lhes chamou o pároco da Ponta do Sol, estavam devidamente preparados para receber o Crisma, o “sacramento da maturidade cristã”. Esta aptidão do grupo já tinha sido, de resto, referida pelo catequista Fernando, no início da Eucaristia, quando este sublinhou que “a maioria dos catequizandos fizeram a preparação catequética e foram confrontados, pessoalmente, sobre as suas motivações”, sobre a “fidelidade à Eucaristia e à comunidade e sobre a sua opção por um estilo cristão de vida”.
Na homilia D. António Carrilho agradeceu “as palavras de muita confiança”, depositadas pelo Pe. Johnny Aguiar neste grupo, porque “fizeram uma caminhada de aprofundamento e de vivência na fé e estão preparados para receber o Sacramento do Crisma”.
Referindo-se à palavra proclamada, o bispo do Funchal lembrou que as leituras deste dia “estão ainda ligadas ao anúncio da Páscoa de Jesus” e são as mesmas que “se ouvem por esse mundo fora, onde os cristãos se reúnem”, o que nos coloca em “comunhão com a Igreja Universal”. Neste caso, e no que ao Evangelho diz respeito, “a imagem que Jesus apresentou foi a imagem da videira”. Ou seja, “Jesus é a cepa e nós somos os ramos”. E é “unidos a ele que podemos ter forças para fazer o bem e a capacidade de vivermos a nossa vida de unidade uns com os outros e de formar uma grande família, como na mesma cepa as varas que estão unidas fazem parte dela e podem produzir frutos, mas se se cortarem secam e não dão nada”. Esta união faz assim a diferença na nossa vida e com ela “tudo podemos”. É o Espírito Santo, lembrou, que “vem fazer esta ligação, esta união”.
Dirigindo-se aos crismandos, D. António pediu-lhes que, à semelhança do que fizeram até aqui, “continuem a crescer ainda mais na fé”, “vivendo esta comunhão e esta unidade”, “dando frutos de boas obras” e traduzindo “em atos concretos, a expressão da vida fraterna a que Jesus chamou os seus discípulos”. E esta unidade, frisou, deve ser conseguida no bem e em verdade: “É tão importante viver esta unidade e que o amor passe pela verdade, pela justiça e não pela mentira, pela calúnia, pela vingança, pela má língua. Por estas vias não passa a vida cristã, não passa o ser cristão”.
O prelado convidou ainda toda a comunidade presente, composta por pais, padrinhos, catequistas e outros membros, a refletir sobre esta realidade e a recordar o seu próprio batismo, o primeiro dos sacramentos. Aquele que, lembrou, nos abre as portas da Igreja.
Pediu ainda aos familiares dos jovens crismados e aos respetivos padrinhos, para que continuem a ajudá-los a fazer a sua caminhada na fé. Uma caminhada que vai muito para além destes 10 anos de catequese que agora chegam ao fim, e que pode mesmo incluir outras opções. Daí a necessidade destes estarem atentos, de escutarem e sobretudo de não terem medo de dar outros passos.
No final da celebração D. António ofereceu a cada crismado, em nome da diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos” que disse, “não é para ficar na gaveta”, mas para ser lido.




















