Bispo do Funchal apela aos sacerdotes para não caírem no “mundanismo”

Embora “a presença e ação redentora de Cristo” não esteja “dependente da santidade dos ministros” a verdade é que “a fidelidade dos mesmos é fundamental para a vida de cada um, e como testemunho de fé para a própria Igreja”.  

Foto: Duarte Gomes

Os sacerdotes, como “pessoas de Cristo” não podem deixar de ter uma vida pautada pela “palavra”, pela “eucaristia” e por uma “profunda intimidade de comunhão pessoal com Cristo, Sacerdote, Pastor e Mestre”. Quem o disse foi D. António Carrilho na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, na Sé.

A celebração contou com a presença dos bispos eméritos do Funchal e de Évora, D. Teodoro de Faria e D. Maurílio de Gouveia, bem como com  presença de muitos dos sacerdotes da Diocese, que na ocasião fizeram também a “renovação das suas promessas da ordenação sacerdotal”.

Na “festa do presbitério” o bispo do Funchal reconheceu que “são grandes os desafios que nos são colocados e à nossa missão evangelizadora, correndo muitas vezes o risco do mundanismo, que não deixa de constituir, de facto, um perigo e uma tentação forte em muitas circunstâncias”.

Embora “a presença e ação redentora de Cristo” não esteja “dependente da santidade dos ministros” a verdade, frisou o bispo diocesano, é que “a fidelidade dos mesmos é fundamental para a vida de cada um e como testemunho de fé para a própria Igreja”. É por isso, disse o prelado, que “se pede aos sacerdotes formação permanente, participação nas jornadas, cursos de atualização, retiros, vida de oração pessoal e sacramental e particularmente vivência da Eucaristia e recurso ao Sacramento da Reconciliação”.

Recordando os seminários e os jovens em discernimento vocacional, designadamente no pré-seminário, que se prepararam para abraçar a vida sacerdotal, D. António Carrilho pediu aos sacerdotes que saibam ser “um testemunho alegre e feliz” e um “incentivo” no percurso formativo desses mesmos jovens já que, realçou, “eles são contagiados pelo perfume de quem está continuamente conduzido por Jesus, não importa a idade”. Aliás, “um sacerdote que vive, em fidelidade e em coerência, a radical identificação com Cristo na pobreza, na obediência, no celibato por amor do Reino dos Céus, dá um testemunho que cada dia ilumina a Igreja e o mundo”.

Nesta Missa Crismal e de Jubileu dos Sacerdotes, o prelado fez ainda questão de recordar “os sacerdotes doentes e os falecidos ao longo do último ano” e de se associar, “em louvor e Ação de Graças”, às Bodas de Prata Sacerdotais do Pe. António Paulo e do Pe. Pascoal Gouveia, bem como às Bodas e Ouro dos sacerdotes Salesianos Pe. Clemente e Pe. Fernando, e ainda os 70 anos de vida sacerdotal do Pe. Aires Gameiro.

A terminar de referir que, como é hábito nesta Eucaristia, a que assistiram inúmeros fiéis, o bispo do Funchal procedeu à bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos, e à consagração do óleo do Crisma.