Bispo do Funchal diz que “receber o Crisma em tempo de Advento é uma graça”

O bispo da Diocese presidiu, no passado sábado, dia 9 de dezembro, à cerimónia do sacramento da Confirmação de 75 jovens e adultos, na Igreja Paroquial do Caniçal.

D.R.

Como tem vindo a ser hábito nestes momentos, D. António Carrilho lembrou aos crismandos que foi pelo sacramento do Batismo que as portas da Igreja se abriram para todos. Agora disse, o Crisma “é a confirmação”, desta vez já assumida pelos próprios jovens e não pelos pais e padrinhos, “de que quereis continuar a fazer parte” dessa Igreja.

Depois de manifestar o seu apreço pelo percurso que cada um dos crismandos fez até chegar a este dia e de reconhecer o empenho daqueles que os acompanharam ao longo da catequese e da preparação para este dia, nomeadamente do Pe. José Vieira Pereira, responsável pela pastoral desta comunidade há 50 anos, D. António salientou precisamente que cada um destes jovens leva em si uma marca deste sacerdote, que dedicou toda a sua vida àquela comunidade.

Já na homilia e referindo-se ao tempo que vivemos, o prelado sublinhou que “receber o Crisma em tempo do Advento é uma graça”, tendo manifestado o seu desejo de que, este tempo sirva para preparar a festa no interior de cada um, e não apenas a festa exterior.

Sentir alegria é próprio da quadra, disse D. António aos presentes. Porém, isso não invalida que nos interroguemos como é que aproveitamos a graça que um dia recebemos e “como é que está a nossa fé”. Só assim a verdadeira festa terá sentido, porque Aquele cujo nascimento celebramos, estará presente.

Ao falar da liturgia, o prelado disse que as dúvidas são próprias, mas que “é preciso confiança” para “preparar o caminho do Senhor”. Para isso, é preciso cada um olhar para dentro de si e “ver o que está bem e o que está mal”, o que é que “devemos continuar a fazer” e “aquilo que devemos corrigir e emendar”.

Esta introspeção faz parte, de resto, da vida de um “bom cristão” e ser um bom cristão é “uma exigência do nosso batismo”, reforçada agora pelo sacramento do Crisma. Daí dizer-se que “o Crisma é hoje, mas não é para hoje”, porque é preciso alimentar a fé todos os dias. É preciso continuar a ir à missa, a participar na vida paroquial, a dar a conhecer Jesus aos outros. A “fazer deste o tempo de Jesus Menino, “aquele que Maria nos dá como sendo a Luz do mundo”. E aqui houve também uma palavra para as famílias e muito especialmente para os padrinhos, que devem continuar a acompanhar os afilhados pela vida fora, sem a preocupação de dar prendas, mas de orientar e ser uma presença constante na vida destes jovens.

No final da Eucaristia D. António ofereceu a cada crismado, em nome da diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos”. Um livro que, disse, tal como a fé, “não é para ficar fechado numa gaveta ou numa qualquer prateleira a apanhar pó”.