D. António desafia jovens crismados de Gaula a “viver como bons cristãos”

O bispo do Funchal falava durante a celebração do Sacramento da Confirmação, na Paróquia de Gaula, no decorrer da qual disse também que “receber o Crisma em tempo de Advento é uma Graça”.

O Bispo do Funchal presidiu, este domingo, dia 10 de Dezembro, à celebração do sacramento da Confirmação na Igreja Paroquial de Gaula.

Como tem vindo a ser hábito nestas ocasiões, D. António Carrilho lembrou aos 25 jovens e 8 adultos que foi o sacramento do Baptismo que “abriu as portas da Igreja” e que o Crisma “é a confirmação” de que queremos “continuar a fazer parte” dessa Igreja.

Depois de manifestar o seu apreço pelo percurso que cada um destes crismandos fez e de reconhecer o empenho daqueles que os acompanharam ao longo da catequese e da preparação para este dia, nomeadamente do Pe. Hélder Gonçalves, pároco de Gaula, D. António sublinhou que é preciso “pedir a Deus que nos avive a nossa fé” e que esta ”nos vá ajudando a viver nas mais diversas circunstâncias.

Já na homilia e referindo-se ao tempo que vivemos, o prelado sublinhou que “receber o Crisma em tempo do Advento é uma graça”, tendo manifestado o seu desejo de que, este tempo sirva para preparar a festa no interior de cada um e não apenas a festa exterior, a “das luzes, canções, das barraquinhas”.

Sentir alegria é próprio da quadra, disse D. António aos presentes. Porém, isso não invalida que nos interroguemos como é que aproveitamos a graça que um dia recebemos e “como é que está a nossa fé”. Se assim não acontecer, “vai haver muita festa, mas o festejado está ausente”.

Ao falar da liturgia, o prelado disse que as dúvidas são próprias, mas que “é preciso confiança” para “preparar o caminho do Senhor”. Para isso, é preciso olhar para dentro, “ver o que está bem e o que está mal na nossa vida”, o que é que “devemos continuar a fazer” e “aquilo que devemos corrigir e emendar”.

Esta introspeção faz parte, de resto, da vida de um “bom cristão” e ser um bom Cristão é “uma exigência do nosso batismo, é uma exigência do sacramento do Crisma”. Daí o desafio aos jovens para que vivam “como bons cristãos”. Daí se dizer que “o Crisma é hoje, mas não é para hoje”, porque é preciso “rezar um bocadinho mais” e fazer deste o tempo de Jesus Menino, “aquele que Maria nos dá como sendo a Luz do mundo”. E quem diz nesta altura, diz ao longo da vida.

No final da Eucaristia D. António ofereceu a cada crismado, em nome da diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos”. E fez questão de os convidar a ler, em vez de o “deixar a apanhar pó numa prateleira”. Apelou também para que os crismados continuem a ir à igreja, a participar na missa e na vida paroquial.