“Renúncia do Advento” será para ajudar quem entre nós mais necessita

Na Solenidade da Imaculada Conceição D. António Carrilho apelou, por isso a que “partilhemos, pois, com generosidade e amor solidário, a nossa ajuda para com os mais carenciados”.

A diocese do Funchal vai destinar a “renúncia do Advento” deste ano ao Fundo Social Diocesano, para fazer face “as múltiplas necessidades e solicitações sentidas entre nós”. A recolha das ofertas será feita nas missas dos próximos dias 6 e 7 de Janeiro, Festa da Epifania do Senhor.

Na homilia da Solenidade da Imaculada Conceição, esta sexta-feira, o bispo do Funchal apelou, por isso, aos fiéis presentes na Sé e àqueles que o escutavam através do PEF, para que “partilhemos, pois, com generosidade e amor solidário, a nossa ajuda para com os mais carenciados”, porque disse, “tudo o que oferecemos com amor e alegria transforma-se para nós, em verdadeira bênção e fonte de graças”. Além disso, “não esqueçamos: a quadra do Natal tem sempre a marca da solidariedade e da fraternidade cristã, que se traduz em gestos, gestos concretos da presença e apoio a quem mais necessita”.

Referindo-se ao Advento, o prelado desejou que “neste tempo de espera e de caminho para o Natal do Senhor, tecido de luz e de sombras, sejamos anúncio luminoso do Amor insondável do nosso Deus.” E que “a Imaculada Conceição, a Virgem cheia de Graça, Senhora do silêncio e da escutada Palavra, do “Sim” e ajuda generosa aos outros, interceda por nós junto de Deus, nos abençoe e nos envolva na Sua Luz”.

Quanto à Solenidade da Imaculada Conceição, o bispo do Funchal lembrou que “desde a fundação da nossa nacionalidade o povo português dedicou uma grande e sentida devoção à Imaculada Conceição”. Desde 1646 e graças a D. João IV, que a Imaculada Conceição é celebrada como “rainha e padroeira” em Portugal. Na nossa diocese, como “Padroeira de três paróquias – Porto Moniz, Machico e Conceição (Ponta do Sol) e em toda a Igreja católica, com o “Dogma da Imaculada proclamado no dia 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX”.

Foi a Imaculada Conceição, disse, que “com o seu “sim” generoso abriu as portas do céu, isto é, a porta da felicidade ao género humano”. Tudo isto, depois do primeiro casal humano ter dito “não” ao “eterno Amor de Deus Criador”.

Hoje, como no tempo desse casal, vivemos “numa sociedade, com uma grave crise de valores, marcada pelo sofrimento violência e solidão”, que é preciso mudar com as atitudes e o esforço de cada um.

Ainda assim, “face aos graves desafios do mundo actual contra a família humana, a igreja não deixa de proclamar a sua altíssima dignidade”, frisou D. António, para logo frisar que “a família é a célula fundamental da sociedade e da Igreja, o santuário da vida, ela mesma é evangelho vivo.”

A Imaculada Conceição é também a “Senhora da alegria e da espera”, que “ aguardou com infindável amor a vida de Jesus” e que “ilumina a nossa caminhada do Advento”. “Advento que é o tempo de vigilante oração, de silêncio e da escuta da Palavra, de mudança de comportamentos, alimentada com uma vida sacramental autêntica”. O Advento que “é já anúncio de Natal, da alegria da Festa que está próxima”.