D. António desafiou finalistas da APEL a ter ideais e valores e a colocar o coração na suas metas de vida

Nesta cerimónia não foram esquecidas as vítimas do dia 15 de Agosto. Os finalistas contribuíram para ornamentar, com 150 rosas, o andor da Imaculada Conceição.

O bispo do Funchal presidiu, na tarde de quarta-feira, dia 7 de dezembro, à missa da bênção das capas dos alunos da APEL que, como é hábito, teve lugar na igreja paroquial de Nossa Senhora do Monte.

Na oportunidade, dirigindo-se aos 150 jovens, o prelado aludiu precisamente ao simbolismo espiritual das capas referindo que a capa que é como que “o abraço de Deus a cada um”. Uma “bênção de Deus” que, como as capas envolvem o corpo, envolve e acompanha cada um ao longo da vida. Por isso mesmo, sublinhou “esta é uma bênção para este momento festivo, mas não é para agora, tem um alcance de vida.” Até porque, sendo estes jovens finalistas, “há um projeto de vida que começa a estar subjacente nas preocupações de cada um”.

D. António lembrou ainda que esta cerimónia coincide com a solenidade da Imaculada Conceição que, de resto, é a Padroeira da Escola da APEL. Assim sendo, “meditamos na beleza da nossa Mãe, na santidade de Maria, no privilégio que lhe foi concedido da parte de Deus: Imaculada desde a sua conceção”.

Referindo-se às leituras proclamadas, o prelado disse que as mesmas apontam para “o projeto de Deus que quer o homem livre”, mas com responsabilidade. Acontece que perante a liberdade os comportamentos podem ser diferentes: “Eva aparece-nos dizer não e desobedece”, “Maria aparece-nos a dizer sim: Eis a serva do senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. A responsabilidade, disse, “é algo que todos nós temos de assumir pela vida fora, diante de Deus e em consciência”. O convite que nos é feito é, pois, para que sigamos “Maria, a cheia de graça, que se disponibiliza e que se põe ao serviço do Senhor”.

Voltando de novo a sua atenção para os jovens finalistas, D. António frisou que também eles são convidados a viver com responsabilidade e em santidade, como nos fala a segunda leitura. Segundo São Paulo, “todos fomos escolhidos para ser santos diante de Deus”. E para que assim seja, lembrou, só temos de saber fazer as escolhas certas e “não nos deixarmos enredar por tantas redes que muitas vezes destroem os próprios jovens”. Para isso, é preciso ter “ideais e valores e temos de pôr neles o nosso coração, com gosto, com alegria, com vontade, porque quando assim é conseguimos alcançar tanta coisa”.

De referir ainda que coube ao Pe. Fernando Gonçalves, Director Geral da Associação Promotora do Ensino Livre (APEL), não só as palavras de apresentação dos jovens, mas também as de encerramento, as quais foram de agradecimento a todos aqueles que contribuem para que o projecto de vida destes alunos se faça precisamente com responsabilidade, ideais e valores, mas também com o coração, como acabara de referir D. António, cuja presença agradeceu.

Uma nota final para sublinhar que nesta cerimónia não foram esquecidas as vítimas do dia 15 de Agosto. Os finalistas ajudaram a ornamentar, com 150 rosas, o andor da Imaculada Conceição. Sete delas estavam no ramo que a madrinha depositou aos pés de Nossa Senhora, na hora do ofertório. Uma forma destes finalistas e da restante comunidade educativa da APEL, conforme disse o prof. Gonçalo Faria, Director Pedagógico da escola, pedirem a Nossa Senhora “para que olhes por aqueles que tens junto de ti” e para que “possas ajudar as suas famílias a superar os momentos difíceis e para que possam encontrar contigo o conforto de que necessitam”.