D. António recebeu superior provincial dos Vicentinos e novo capelão do Hospício

D. António Carrilho, bispo do Funchal, recebeu, na manhã desta  sexta-feira, os sacerdotes José Augusto Gonçalves Alves, superior  provincial dos Padres Vicentinos em Portugal, e João Maria de Lemos, que foi nomeado capelão dos Hospício D. Maria Amélia.

No final da audiência, o padre José Augusto Alves explicou ao Jornal da Madeira que se tratou de uma visita de cortesia, para “apresentação de cumprimentos ao bispo da Diocese” e apresentação do novo capelão; e  uma oportunidade para entregar “ao sr. Bispo o primeiro volume da  História da Província Portuguesa da Congregação da Missão, que está  agora a completar 300 anos de existência”, e que se enquadra também  “no âmbito 400 anos do aparecimento do carisma vicentino em França”.

Apesar de continuarem a se dedicar a muitas e multifacetadas obras, aqui na Madeira “a formação do clero e as obras sócio caritativas” têm  sido aquelas que mais têm marcado o trabalho dos Vicentinos. Um trabalho que é para “continuar e aprofundar”, sobretudo no que toca a  “esta atenção aos mais necessitados, e aos mais pobres, que assume  formas diferentes do passado”, mas que tem de continuar a prevalecer, na medida em que “continua a existir a marginalização de muita gente  na nossa sociedade”.

Os meios para concretização destas obras são sempre escassos reconhece  o superior provincial, mas ainda vai sendo possível “formar pessoas para esse cumprimento sobretudo da missão sócio caritativa”.

Quanto à nomeação do padre João Maria de Lemos para capelão do Hospício, ela deve-se ao facto do sacerdote já conhecer a Madeira, nomeadamente das visitas que fez enquanto provincial, função que desempenhou durante seis anos, e depois mais seis, embora próprio se refira a esta missão como “um salto no desconhecido”, uma vez que esse conhecimento é “um conhecimento global e não do seu tecido próprio”.

Ainda assim, o padre João Maria de Lemos assume esta sua nomeação como um desafio “diante da necessidade de reorganização dos padres da Missão”, sempre com a “disponibilidade” que o carateriza e o “espírito de mobilidade que o próprio fundador sempre incutiu nos seus padres”. E também como algo que está patente no carisma deixado pelo fundador dos Vicentinos, São Vicente de Paulo que privilegiava muito a “proximidade” com as pessoas e cinco máximas fundamentais: “humildade, simplicidade, mansidão, mortificação e zelo”.

É, portando, com “fé e com disponibilidade”, que assume esta nova  função, que terá em conta o campo de ação do próprio Hospício, mas também a realidade regional, o momento que a Diocese vive e aqueles que são alguns dos seus objetivos para o presente ano pastoral. Um ano que, como é sabido, é dedicado ao tema “Igreja Jovem com os Jovens” e  em que os Vicentinos podem continuar a dar o seu contributo, nomeadamente no âmbito da “Juventude Mariana Vicentina, incutindo o espírito da Igreja missionária, ao jeito de Maria”, mas sem esquecer as outras faixas etárias que também merecem atenção.