D. António na tomada de posse do Pe. Marcos Pinto: “fazer da busca da Palavra o alimento da nossa fé”

D. António Carrilho presidiu este sábado, dia 11 de novembro, à missa de tomada de posse do Pe. Marcos Paulo Abreu Pinto, novo pároco da Paróquia do Carmo, no Arciprestado de Câmara de Lobos, após quatro anos de serviço pastoral na Missão Católica Portuguesa em Londres.

Na altura própria foi lida, pelo Pe. Carlos Almada, a Carta de Nomeação do novo pároco que dirigiu depois a sua primeira mensagem à comunidade. E fê-lo para sublinhar que não chega ali como um professor, mas como alguém que “quer caminhar convosco para o céu” e vos “apresentar todos os dias ao Senhor”.

Após agradecer a D. António por lhe confiar esta missão, o Pe. Marcos Pinto, disse ao prelado que “pode contar comigo, na minha fidelidade à Igreja, ao povo de Deus e na minha obediência total à Santa Igreja a quem eu entreguei a minha vida”. Dirigindo-se de novo à comunidade pediu “oração” e “compreensão pelas suas misérias humanas”. “Com essa oração e a minha vontade haveremos de, com certeza, conhecer mais e melhor o Senhor”, sublinhou o Pe. Marcos que entregou o seu ministério a Nossa Senhora do Carmo.

A comunidade respondeu reconhecendo ser este um “momento duplamente especial”. O momento de acolher o novo pároco e de lhe dizer que “sabemos que ser padre não é fácil” e que “por mais que queiramos exigir deles santidade e exemplo de vida cristã, eles não nos poderão dar tudo”. Por outras palavras, “eles tanto precisam de nós, como nós precisamos deles. Por isso “respondemos positivamente” ao desafio e “estamos dispostos a ajudá-lo no que soubermos e pudermos, nesta fase de transição e adaptação a uma nova realidade, sabendo que o padre faz a comunidade, mas a comunidade também faz o padre”.

Mas este foi ainda o momento de agradecer ao Pe. Eleutério Ornelas, que durante um ano acompanhou esta comunidade e com ela criou “laços de afetividade”, pelo trabalho feito. O Pe. Eleutério que, também por nomeação, foi dispensado do múnus de pároco das Paróquias do Carmo e do Garachico, e nomeado Capelão das Irmãs Clarissas do Mosteiro de Nossa Senhora da Piedade, na Caldeira, Câmara de Lobos.

Após este assumir de compromisso de parte a parte, foi a vez do bispo do Funchal usar da palavra para referir que a carta de nomeação que fora lida no início da Eucaristia “praticamente aponta o programa da vida do sacerdote na comunidade”, na medida em que “toca um conjunto de aspetos que põem o sacerdote em relação com todos, desde os mais pequeninos aos mais velhos, dos mais praticantes a quem estiver mais longe, dos doentes, dos pobres, de todos”. E a comunidade, pela forma como reagiu às palavras do Pe. Marcos, disse o prelado, está consciente de que “formamos uma só família” e de que “temos de caminhar juntos” para a “edificação da nossa comunidade paroquial”, e para realizar “o projeto de Deus no meio de nós”.

Seguindo a linha das palavras de quem falou em nome da comunidade, D. António Carrilho terminou esta sua primeira intervenção dirigindo palavras de “reconhecimento” e “gratidão” ao Pe. Eleutério, também ao Pe Humberto, que exerceu até então a função de vigário paroquial, “por aquilo que procuraram fazer”, por terem procurado “ser pastores, aproximar, fazer comunhão”.

Após estas mensagens iniciais a cerimónia celebrativa, em que participaram inúmeros fiéis, seguiu o seu curso normal, com Liturgia da Palavra e a entrega do Evangelho ao novo pároco que o anunciou.

Na homilia, e em breve referência às leituras, D. António salientou  o “convite à sabedoria”, a “sabedoria de Deus e da fé”, expresso na primeira leitura. Quem quer “encontrar os caminhos da vida com o caminho de Deus” tem de “ouvir e pôr em prática a palavra do Senhor”, que é “luz pelo nosso caminho”. Anunciar essa palavra, disse, é “um dos trabalhos mais importantes de um sacerdote numa comunidade”, mas também nós temos essa missão e devemos assumi-la e ser “testemunho”, porque somos todos “pedras vivas da Igreja do Senhor” e temos de fazer “desta busca da palavra o alimento da nossa fé”.

Quanto à segunda leitura, remete-nos para “a Ressurreição de Jesus” e para a importância da missa de domingo, dia em que “celebramos com alegria a Ressurreição de Jesus”. É nesse dia que ele “nos congrega, nos reúne” e “é na unidade com ele e com quem está à frente da comunidade que nós havemos de fazer caminho. É por isso que a Missa Dominical deve fazer parte da agenda dos cristãos e não ser apenas “quando der jeito”.

O Evangelho apresenta-nos a parábola das dez virgens (cinco prudentes, que levaram consigo o azeite e cinco insensatas que não o fizeram) para nos incentivar a uma vida de fé vigilante e comprometida. “Não podemos ficar a dormir perante as realidades da vida. Antes pelo contrário: temos de olhar a nossa vida como vida de quem quer estar vivo e quer estar vivo alimentado pela palavra e pelo caminho que nos foi aberto por Jesus, que por nós morreu e por nós ressuscitou”, sublinhou D. António Carrilho. Por outro lado, acrescentou, “o azeite das lamparinas de que fala o Evangelho é uma advertência para a necessidade de mantermos acesa a chama da fé e a fidelidade a Cristo e aos seus ensinamentos.”

Depois da homilia, seguiu-se a Profissão de Fé do novo pároco, momento de renovação da promessa de fidelidade e obediência ao Bispo naquilo que é próprio da missão que lhe foi confiada e a assinatura dessa mesma promessa. O ato de posse ficou concluído já depois da comunhão, com a entrega da chave do Sacrário ao novo responsável pela Paróquia do Carmo.

Antes da bênção final, o anterior pároco desta comunidade, Pe. Eleutério, e o Pe. Humberto, que por nomeação passa a desempenhar funções de Pároco da Paróquia do Garachico, dirigiram algumas palavras de agradecimento aos fiéis e desejaram, naturalmente, as maiores felicidades ao Pe. Marcos Pinto.

De referir que, ainda neste sábado, teve lugar a posse do Pe. Manuel Ornelas da Silva como Administrador Paroquial da Paróquia de Cristo Rei, no Arciprestado da Ribeira Brava e Ponta do Sol, numa cerimónia presidida pelo vigário geral da diocese, cónego José Fiel de Sousa, concelebrada pelo Pe. António Paulo e com a presença de inúmeros fiéis.