Comentário à Liturgia do XXX Domingo do Tempo Comum

Por Pe. Pedro Nóbrega

O amor, a grande utopia da humanidade, a eterna realidade de Deus.

 Neste 30º Domingo do Tempo Comum, a liturgia da palavra é um claro convite ao esforço por amar.

Amar, amar, amar… Ouvimos tantas vezes este verbo, que outras tantas são as que nos parece apenas uma utopia. Contudo, Jesus, Aquele que nos promete o Céu, a eternidade, diz-nos que para fazer a vontade do Pai não podemos amar aos bocadinhos, mas que temos que amar os outros como a nós mesmos. Que tarefa difícil… Que exigência… Que caminho…

O amor não subsiste com a intolerância e arrogância, o amor não germina com a separação e malvadez, o amor não cresce com a semente do mal, por isso, quem ama escolhe o bem, bem que alimenta a alma, que cria estima que faz crescer a beleza da humanidade.

Quem ama, acredita que o mundo é o lugar da Vida e da Esperança, quem ama acredita que a Luz está sempre no fundo daquele túnel cheio de trevas em que muitas vezes está mergulhada a vida.

O amor de Deus, que repousa em nós, convida à Aliança, ao caminho de mãos dadas com aqueles que mais precisam, com os corações que fragilizados precisam do nosso sal e da nossa luz.

Tornar-se imitador de Jesus como Paulo e os Companheiros é ser sinal de Alegria no seio da comunidade, uma alegria não meramente humana, mas uma alegria que brota da verdade e força do Espirito Santo em nós. Acolher é amar o próximo, acolher é deixar-se entrelaçar pela vida do outro, é caminhar na certeza que todos precisamos uns dos outros.

Que esta palavra da escritura que lemos, meditamos e escutamos neste 30º Domingo, nos ajude a fazer desta grande utopia da humanidade que é o amor uma realidade constante nos gestos da humanidade, sendo assim, instrumentos da eterna realidade que é a presença de Deus no mundo!

Bom Domingo!