Natural da freguesia do Curral das Freiras (n. em 1928), a sua familiaridade com a natureza estabeleceu-se logo na infância, mas foi particularmente desenvolvida no Seminário diocesano do Funchal, em contato com importantes investigadores e estudos científicos.
Ainda jovem seminarista desenvolveu trabalhos de pesquisa e estudo para o herbário do Museu de História Natural do Seminário.
Cedo se tornou um especialista de “plantas” e “musgos”, e conhecia como ninguém as serras e planaltos da ilha, que percorria com inteira dedicação, a par da sua atividade pastoral como pároco em várias comunidades.
Algumas das “novidades” que levam a sua assinatura foram publicadas em revistas da especialidade, nomeadamente na Brotéria (revista dos jesuítas portugueses) e noutras revistas científicas internacionais; acompanhou vários naturalistas e cientistas no arquipélago; e descobriu algumas “espécies botânicas” novas para a ciência, como as “duas plantas vasculares (Cyperus argilincola e Veronica maderensis), incluindo a espécie Apium repens, protegida a nível mundial”, e dois musgos endémicos da Madeira, que foram batizados com o seu nome: “ Nobregae laetinervis” e “Fissidens nobreganus” .
A sua competência no campo da botânica ficou ainda marcada pela instalação do Museu de História Natural do Seminário no Jardim Botânico da Madeira, em 1981, onde também criou o “herbário de plantas criptogâmicas” e incrementou outras coleções.
Pelo seu contributo e mérito científico, o padre Manuel de Nóbrega foi homenageado por diversas entidades oficiais. Em 1998 foi condecorado com a Ordem de Mérito pelo Presidente da República. E em junho de 2013 foi distinguido com a inauguração do “Herbário comunitário dos Prazeres”, um “espaço museológico dedicado ao trabalho de investigação do padre e naturalista Manuel de Nóbrega”.




















