D. António no aniversário da JC+M recorda palavras do Papa “jovens têm de ser caminheiros da fé”

O movimento dos “Jovens cristãos da Madeira” (JC+M) assinalou, no dia 19 de Outubro, 43 anos. Para comemorar a data realizaram-se as XLIII Jornadas de aniversário, as quais culminaram com uma Eucaristia que foi presidida por D. António Carrilho e teve lugar no final deste domingo, dia 22, no pavilhão da Escola Básica e Secundaria da Calheta.

Na homilia, o prelado começou por fazer memória do Bispo D. Francisco Santana que criou o JC+M, mas também outros movimentos, para terem uma presença nas escolas e assim procurar “passar a mensagem de Jesus, o ideal que Jesus veio nos ensinar”. “Eu gostava de dar graças a Deus por aquilo que foi iniciativa do Sr. D. Francisco Santana, e por tudo aquilo que se foi procurando fazer ao longo de todos estes anos”, disse.

Além das referências às leituras do dia, D. António fez questão de lembrar que o mesmo estava repleto de coincidências. Desde logo era dia também de fazer memória de S. João Paulo II, o que aconteceu, de resto um pouco por todo o mundo. O próprio Papa Francisco evocou no Vaticano a figura de São João Paulo II (1920-2005), no dia da sua festa litúrgica, recordando o santo polaco como um “Papa missionário”.

E de facto, no dia 22 de Outubro, celebram-se também as Missões e a nossa missão é aqui mesmo, sem necessidade de partir para terras distantes. “Aquilo que recebemos de Jesus, aquilo que ele nos ensinou, é para passar para os outros, é para transmitir”, é essa a nossa missão. Mas, para isso, disse o bispo, temos de “viver em igreja a alegria de ser cristão”, porque é difícil passar aos outros “algo que não nos entusiasma”. Já se sentirmos essa alegria, se “formos apóstolos daquilo em que acreditamos”, não custa nada.

 

Na sua mensagem para este Dia das Missões, recordou D. António, o Papa fala especialmente dos jovens para dizer que eles “são a esperança da Missão”. Por outras palavras, “têm de ser os jovens os caminheiros da fé”. E como “é bom sermos caminheiros da fé, como vocês foram aqui hoje”.

Neste contexto, o bispo do Funchal lembrou ainda que a preocupação do Papa com os jovens é de tal ordem, que vai realizar-se um Sínodo dos Bispos, no próximo ano, com o propósito de pensar nos problemas dos jovens. E esta é a terceira coincidência.

Entre nós, lembrou, a Diocese também vai associar-se ao Santo Padre nas suas preocupações dedicando o Ano Pastoral ao tema: “Igreja Jovem, com os Jovens”. Este será o mote para que as paróquias, os movimentos, os grupos pensem verdadeiramente sobre estas questões e tentem encontrar respostas para as diferentes realidades.

D. António terminou deixando aos jovens três palavras que, segundo o próprio, resumiam a sua homilia: reflexão, participação, e expansão.

Reflexão sobre o que fazemos e o que podemos fazer mais para passarmos a mensagem aos que estão perto de nós; participação nas paróquias e nos movimentos, ajudando s que estão perto de nós a perceber que “ser caminheiro na fé é bom”. E finalmente expansão, na tentativa de fazer chegar a cada vez mais gente a “alegria da fé”.

De referir que nestas jornadas da JC+M participaram jovens de diferentes paróquias, nomeadamente da Calheta, de Câmara de Lobos, do Funchal, de Machico e ainda dos Canhas. Coube aos jovens da paróquia de São Francisco Xavier animar liturgicamente a Eucaristia. E por falar em animação destaque também para a presença nestas jornadas da banda Padre Sandro e Evangelium Cantate. Padre Sandro que, de resto, conjuntamente com outros sacerdotes, concelebrou esta missa, no final da qual ainda houve tempo para cantar os parabéns e partir o bolo destes 43 anos.