O programa das comemorações jubilares dos 500 anos da dedicação da Sé do Funchal prosseguiu na noite deste sábado, com um concerto pelo Coro da Catedral. O programa deste evento foi constituído por música sacra, com composições da autoria do conhecido maestro Victor Costa, que interpretou esse mesmo repertório. Apenas a música do tema “No Pinheiro” é da autoria de Lídia Chagas, a maestrina que assumiu a direcção do coro neste evento. É também da sua criação a letra do Hino Para os 500 Anos da Diocese, intitulado “Quinhentos anos São Passados, cuja música é de João Victor Costa, e que foi apresentado pela primeira vez.
De resto, o concerto compreendeu ainda dois temas interpretados no novo e imponente órgão da Sé, pelo organista madeirense Nelson Quintal.
Esta iniciativa voltou a contar com a presença de D. António Carrilho e de outros membros do clero, tal como aconteceu na noite de sexta, por ocasião da bênção do novo órgão.
Na oportunidade o Bispo do Funchal felicitou o coro, precisamente por interpretar “música que é nossa”. Com efeito, “muitas composições e harmonizações, que escutamos são da autoria do maestro Victor Costa e da maestrina Lídia Chagas. Além disso, também aqui tivemos o Nelson Quintal para fazer ouvir o nosso novo órgão”.
Sendo, como se disse, um concerto de música sacra, D. António usou apenas três palavras para resumir a sua mensagem: Aliança, Missão e Igreja. Aliança, porque se diz “vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus”. Uma aliança que se projecta na Igreja: “Somos a Igreja de Cristo, pedras vivas neste grande e belo templo e é extraordinário mas cada um nós, como pedra viva da Igreja, tem um valor muito particular. E uma responsabilidade também traduzida por uma outra palavra que é missão”; “Aclamei o Senhor terra inteira, dando as mãos para anunciar a alegria do Evangelho. É assim a mensagem desta noite”. Não foi apenas, disse, “a música e o canto, foi também esta mensagem espiritual”.
D. António fez ainda alusão à “estreia mundial” de uma composição “uma peça dedicada a Nossa Senhora da Assunção”, que mostra que de uma maneira particular Nossa Senhora está sempre presente. Daí ter solicitado à assembleia que rezasse uma Avé Maria, evocando Nossa Senhora da Assunção, que antecedeu a bênção final.
O programa de comemorações destes 500 anos prossegue agora na próxima semana, mais precisamente no dia 17 de Outubro, pelas 18.30 horas, com a abertura de uma exposição no Museu de Arte Sacra, dedicada à arte sacra da Sé e aos trabalhos do padre Manuel Juvenal Pita Ferreira, que escreveu um livro sobre a Sé do Funchal.
Já no dia 18 de outubro, pelas 18:30 horas, terá lugar a Eucaristia Solene dos 500 anos da Dedicação da Sé do Funchal, presidida por D. António Carrilho e com a presença do Senhor Núncio Apostólico.




















