Bispo do Funchal recebeu elementos das equipas coordenadoras das “Oficinas de Oração”

D. António Carrilho recebeu, ao fim da tarde de sexta-feira, Isabel Pessoa, membro da coordenação nacional das “Oficinas de Oração e Vida”, que se fez acompanhar de Inácia Teixeira e de Ana Rita, ambas da equipa coordenadora do serviço, no Funchal. Apresentar cumprimentos ao bispo da Diocese foi o principal objetivo desta audiência.

Antecedendo o breve encontro, houve tempo para uma pequena conversa com o Jornal da Madeira, no decorrer da qual Isabel Pessoa explicou que as Oficinas de Oração e Vida (TOV) são uma Associação internacional privada de fiéis, de direito pontifício, com personalidade jurídica no foro canónico e civil, aprovada pela Santa Sé em 4 de outubro de 1997 e reconhecida pelo Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa em 21 de setembro de 1998.

Na prática, apresentam-se como um serviço, cujo lema é “Aprender a orar para aprender a viver” e que é prestado por guias. Além de ensinar a orar, com base em diversas modalidades, os oficinistas levam para a vida ensinamentos fundamentais inspirados na Bíblia, que ajudam a deitar por terra “angústias, medos, revoltas e iras, precisamente porque a oração transforma o coração e a nossa vida”.

A razão pela qual se definem como “oficinas” é porque “todos estes passos são essencialmente práticos, e tal como numa oficina se aprende a trabalhar trabalhando, aqui aprende-se a orar orando”.

Para além dos oficinistas, aqueles que participam nas diferentes “oficinas”, as quais se encontram em quase todas as dioceses de Portugal continental e ilhas, existem ainda os guias dos TOV. São pessoas que têm por missão aplicar uma Oficina de Oração e Vida em cada semestre. Só pode ser enviado como guia quem tenha frequentado, com êxito, durante um ano e meio, uma exigente Escola de Formação. Além disso, para além da sua própria auto-formação, participam de ações de formação permanente na espiritualidade dos TOV.

Na diocese do Funchal, “as oficinas existem desde 1992” e decorrem em diferentes paróquias, cujos párocos são previamente contatados. Felizmente, diz Inácia Teixeira, cada vez há mais párocos a abrir as portas a estas “oficinas” que, por sua vez, estão abertas a todos os interessados. Em cada ano realizam-se duas “oficinas”, de 15 sessões cada, que acontecem uma vez por semana, com a duração de duas horas cada. Inicialmente, os interessados tinham de se inscrever, mas neste momento só têm de manifestar o seu desejo de participar e depois, está claro, fazê-lo.