O Vaticano associa-se à celebração do Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, com uma mensagem intitulada “Turismo Sustentável: um instrumento ao serviço do progresso”, na qual destaca a importância deste fenómeno.
“O tempo de férias não pode ser pretexto para a irresponsabilidade nem para a exploração: ao contrário, é um tempo nobre, no qual cada um pode agregar valor à sua vida e à dos outros”, diz a mensagem que, pela primeira vez, foi publicada pelo novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
“Ao falar de turismo”, a Igreja católica refere a sua “grande importância, seja pelo número de pessoas que ele envolve (viajantes e trabalhadores), seja pelos numerosos benefícios que ele pode oferecer (económicos, culturais e sociais), ou ainda, pelos riscos e perigos que ele pode representar, em muitos âmbitos.”
Por outro lado, na mensagem assinada pelo cardeal Peter Tuckson, lê-se que: “O turismo pode ser um instrumento importante para o crescimento e o combate à pobreza.
Todavia, segundo a doutrina social da Igreja, o verdadeiro desenvolvimento “não se reduz a um simples crescimento económico”. Com efeito, para ser autêntico, ele “deve ser integral”, ou seja, “promover todos os homens e o homem todo”, como ressalta aCarta encíclica Populorum progressio.
Nesta linha, Paulo VI destacava precisamente a necessidade de promover um “humanismo plenário”, inclusivo das exigências materiais e espirituais para a maturação de toda pessoa na própria dignidade. Vinte anos depois, em 1987, a ONU apresentava o conceito de desenvolvimento sustentável como “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Para a Igreja, o conceito de integralidade, relacionado à expressão “desenvolvimento humano”, abrange também a sustentabilidade mencionada pelas Nações Unidas, que implica todos os aspectos da vida: social, econômico, político, cultural e espiritual, tornando-os parte de uma única síntese, a pessoa humana.
As contribuições da Igreja neste campo traduzem-se em iniciativas que colocam o turismo ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa.
Por isso, fala-se de “turismo com o rosto humano”, projetos de “turismo de comunidade”, “de cooperação”, “de solidariedade”, e na valorização do grande património artístico, uma verdadeira “via de beleza”.
Num discurso às Nações Unidas, o Papa Francisco afirmava: “A casa comum de todos os homens deve continuar a erguer-se sobre uma reta compreensão da fraternidade universal e sobre o respeito pela sacralidade de cada vida humana, de cada homem e de cada mulher (…) A casa comum de todos os homens deve edificar-se também sobre a compreensão duma certa sacralidade da natureza criada”.


















