Bispo do Funchal convidou crismados da Ribeira Brava a continuar a “procurar o Senhor” pela vida fora 

O Bispo do Funchal apelou ainda à participação dos crismados na Eucaristia Dominical para que não seja “quando der jeito”.

O Bispo do Funchal presidiu, na manhã deste domingo, à celebração do sacramento da Confirmação na Igreja Paroquial da Ribeira Brava a um grupo de 32 jovens.

No início da celebração, logo depois do Pe. Bernardino, pároco da Ribeira Brava, ter apresentado o grupo como apto para receber o Crisma, D. António Carrilho lembrou aos jovens que “foi o sacramento do Baptismo que nos abriu as portas da Igreja” e que o Crisma “é a confirmação” de que queremos “continuar a fazer parte desta família de Deus e desta grande assembleia que é a Igreja”. Assim sendo esta é também “uma ocasião para perguntarmos como é que vai a nossa fé, porque a festa do Crisma é sempre a festa da fé e o batismo gera-nos para a fé”. De resto, disse, é “sempre bom avaliar o que somos para ver se a vida corresponde efectivamente àquilo que nos propusemos, ou que os Sacramentos nos propõem”.

Referindo-se às leituras do dia, o prelado começou por salientar que as mesmas não foram escolhidas especialmente para a ocasião, mas que “são aquelas que hoje são lidas nas Eucaristias que se celebram por esse mundo fora”. Numa linha de fé, disse, “é significativo pensarmos que aquilo que aqui é anunciado é anunciado também em qualquer parte do mundo, onde os cristãos se reúnem para celebrar a Eucaristia”.

Particularizando, e no que toca à primeira leitura, D. António sublinhou que ela “convida a procurar o Senhor enquanto Ele pode ser encontrado”. E foi esse também o apelo que deixou aos jovens que tinha diante de si: “procurai o Senhor”.

Depois de manifestar o seu apreço pelo percurso de fé de cada um deles e de reconhecer o empenho dos sacerdotes e catequistas que os acompanharam ao longo dos dez anos de catequese, D. António lembrou, no entanto, que “essa procura não acaba hoje” e que “tendes de continuar a procurar o Senhor se O quereis realmente encontrar”.

Já São Paulo, na segunda leitura, assume que “viver é Cristo” e “deixa uma recomendação que é para todos e para cada um de nós: procurai viver de maneira digna o Evangelho de Cristo. Viver como bons cristãos, viver como alguém que, sabendo e conhecendo o ideal de Cristo, procura pô-lo em prática”. A catequese disse, é importante neste caminho, mas “a vida vai sendo fonte de luz e de novos conhecimentos e propostas”, sem que isso implique deixar de contar “com a luz e a força do Espírito Santo”. É por isso que “a festa do Crisma é hoje, mas não é para hoje. É para a vida”.

No que toca ao Evangelho, o mesmo lembra que “a linguagem de Deus é a linguagem do Amor e da Misericórdia” que “deverá servir para nós na linha de relação com a criação de diálogo e de ajuda”.

O Bispo do Funchal apelou ainda à participação dos crismados na Eucaristia Dominical para que não seja “quando der jeito”. “Entre sempre nos vossos planos a Missa de Domingo. O domingo é a Páscoa de cada semana. Que não seja assim: “quando der jeito eu vou”! É preciso fazer por ir e participar” – disse.

No final da cerimónia, o bispo convidou a assembleia a rezar pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, lembrando o pré-seminário e o seminário e deixou a sugestão: “Rapazes e raparigas, porque não ser padre e porque não ser religiosa!”.

A cada crismado, D. António ofereceu, em nome da diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos”.

A terminar apenas uma nota para o facto de ter sido em 24 de Setembro de 1983, há 34 anos portanto, que os Sacerdotes do Coração de Jesus tomaram conta da zona pastoral da Ribeira Brava, a pedido do sr. Bispo, D.Teodoro de Faria. Foram três os religiosos enviados construir comunidade, denominada de São José. Um deles já faleceu e dois encontram-se atualmente em missão, em Angola, mas todos foram lembrados e tidos na oração.