Num discurso inspirado, o Papa Francisco entregou esta semana aos jovens um verdadeiro “hino” à Esperança. Numa espécie de “testamento espiritual”, apresenta aqueles que considera serem os pilares da esperança:
A Fé, que vence as noites e os pensamentos amargos: “Confia no Deus Criador, no Espírito Santo que move tudo para o bem, no abraço de Cristo que espera cada homem no final da sua existência; crê, Ele espera-te”.
O amor, mais forte que a morte: “Ama as pessoas. Ama-as uma por uma. Respeita o caminho de todos, linear ou complicado que seja, porque cada um tem uma história para contar”.
O sonho: “Não tenhas medo de sonhar. Sonha! Sonha um mundo que ainda não se vê mas que certamente chegará”.
Cada vez que o Papa encontra os jovens surpreende-nos com a sua atitude, pois toma como primazia a escuta dos seus testemunhos de vida, problemas e desejos. Só após esta primeira abordagem dá a conhecer o seu pensamento. Pelo diálogo “eu-tu”, o Papa abre espaço para o encontro com Deus e a Sua Palavra.
Colocar os jovens no centro da ação pastoral significa reconhecê-los, não só como destinatários da missão da Igreja, mas também como os principais agentes da nova evangelização.
Certamente, todo o caminho realizado no sentido da preparação para o próximo sínodo dos bispos, que tem como tema “os jovens, a fé é o discernimento vocacional”, reflete o desejo de devolver a esperança aos mais jovens, no contexto de uma sociedade cada vez mais complexa. Com o Papa, toda a Igreja pode também dizer: “Vive, ama, sonha, crê. E, com a graça de Deus, nunca te desesperes”.





















