Por Pe. Pedro Nóbrega
“O nosso futuro é a terra prometida.” Papa Francisco
Numa das suas homilias na casa de Santa Marta, o Papa Francisco, exortou todos os cristãos, a terem a noção que o seu fim não está nas cartas, nas bolas de cristal, mas na promessa de eternidade que nos deixou Jesus.
É nesse sentido que aparece, neste vigésimo quinto Domingo do Tempo Comum, a parábola dos trabalhadores da vinha. O que Cristo nos quer ensinar com ela não se trata de materialidade, mas sim de Salvação, não se trata da justiça pelo que ganhamos na terra, mas sim da alegria de receber todos no Céu, quer se convertam de manhã, de tarde ou à noite. Por isso este evangelho é uma clara exortação à humildade de quem se sente mais capacitado à salvação por conhecer Jesus e a Igreja à mais tempo. Esses que trabalham há mais tempo, isto é, os que conhecem desde sempre Jesus, são convidados a ajudar os outros a encontrar o Caminho, a Verdade e a Vida! Afastemos o farisaísmo que apenas destrói, afasta e provoca a falta de misericórdia e caridade na Igreja, lugar onde aprendemos o caminho para o Céu.
Se repararmos na primeira leitura somos confrontados, por outras palavras, a meditar na expressão que diz: “Os planos de Deus não são os nossos.” Assim, somos provocados pela Palavra, a não viver a Fé como algo pessoal, como se fosse um tesouro que não se deve partilhar, que se esconde, mas sim a sermos “Sal da terra e Luz do mundo.” De forma a dar mais sabor e mais vida aos que andam “perdidos de Deus”.
Paulo exorta a que vivamos de “maneira digna do evangelho.” O evangelho é Caminho de Amor, é provocação de esperança. Onde nos situamos quando nos perguntam o porquê de sermos cristãos? Vivemos o evangelho como orientação que nos exorta a sermos muito melhores em cada dia? Estamos capazes de compreender que viver o evangelho é morrer para dar Vida?
Que esta Palavra de Domingo nos ajude a abrir o coração para sermos mesmo instrumentos, para sermos verdadeiros sinais da presença do Amor. Para sermos verdadeiros provocadores do Caminho, da Verdade e da Vida que veio não para mim ou para ti, mas para nós!
Bom Domingo!





















