Bispo desafiou jovens crismados do Jardim da Serra a ser “discípulos missionários”

O Crisma é a confirmação “da graça inicial” que foi o baptismo, mas também é “uma luz e uma força nova”, disse D. António

Cinquenta e um jovens receberam, este domingo, na Paróquia do Jardim da Serra, o sacramento do Crisma, numa cerimónia presidida pelo Bispo do Funchal, D. António Carrilho.

Pegando nas palavras do Pe. Rui Silva, pároco do Jardim da Serra, que acabara de referir que todos os jovens presentes estavam aptos a receber o Sacramento do Crisma, já que “todos eles fizeram a sua caminhada na Catequese e aprenderam a importância de Deus no seu dia a dia, aprenderam também a alegria de ser cristãos”, D. António começou por salientar que os jovens presentes tudo fizeram para que “este dia não fosse apenas uma festa”, mas tivesse “o sentido espiritual que lhe compete”.

E porque ”nada se recebe para ficar fechado”, compete agora a estes jovens assumir uma postura de partilha, ou seja devem ser eles a ensinar aos outros o que aprenderam.

Na homilia, o prelado lembrou ainda que quando se fala do sacramento da confirmação fala-se da confirmação “da graça inicial” que foi o baptismo, mas também de “uma luz e de uma força nova”, de um “aprofundamento daquilo que já recebemos”. É verdade, que os 10 anos de catequese que estes jovens frequentaram serviram “para aprender”. Porém, disse, como “discípulos missionários” que devemos ser, “temos também a responsabilidade de transmitir” aquilo que aprendemos. Além disso, em cada dia, “temos de ir assumindo os caminhos que a fé nos proporciona”, partindo do princípio que o sacramento do Crisma é apenas mais uma etapa do conhecimento de Cristo, que deve continuar a ser aprofundado. Daí o apelo para os jovens presentes “não desistirem”, mas para que “continuem a procurar conhecer melhor Jesus: Conhecê-lo melhor para O seguir melhor”.

Sendo a vida feita de momentos bons e de outros menos bons, D. António pediu ainda aos jovens que, perante as forças antagónicas que puxam o espírito para um lado e a carne para outro, “não se acomodem”, “não se deixem levar pelo mais fácil, só para imitar o que outros façam”.

Já no final da celebração, antes mesmo da bênção, o bispo do Funchal voltou a dirigir-se aos jovens e também aos padrinhos, pedindo-lhes para que “não se desliguem”, porque “em muitos momentos da vida nós sentimos a falta, e o bem que nos faz, ter alguém próximo”. Apelou ainda aos jovens para que se “ajudem uns aos outros”, porque “não é difícil, na nossa sociedade, os jovens serem arrastados por certos grupos” de onde é depois muito difícil sair.