Uma evangelização mais virada para as pessoas

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Um “novo paradigma de missão”, uma “evangelização virada para as pessoas, no seu contexto local, e que a transmissão da fé surja como um reflexo natural das relações humanas que se estabelecem”, esta é uma das conclusões do curso de Missiologia, realizado recentemente em Fátima. Mais do que pessoas que vão para uma terra “ensinar”, os missionários devem assumir-se como “instrumentos através dos quais Cristo ensinará”, no contacto com os povos, com as diferentes culturas e costumes.

“A nossa atitude terá de ser aquela de quem vai ao encontro do diferente com o coração de portas abertas à escuta”, destacou o padre Adelino Ascenso, presidente dos Institutos Missionários Ad Gentes e um dos oradores deste curso.

Cerca de 60 pessoas, vindas de nove países e quatro continentes, participaram no curso que entre os oradores contou ainda com D. António Couto, bispo de Lamego, que realçou a importância de missionários “sempre abertos à surpresa e com a sensibilidade apurada”; também o historiador José Eduardo Franco, que alertou para a necessidade de um testemunho feito de “credibilidade”; a teóloga Teresa Messias, que definiu a missão como “uma espiritualidade da desinstalação”; e o padre José Nunes, que salientou que “a par da libertação e da inculturação –, o diálogo inter-religioso é um tema que não poderá, de forma alguma, ser ignorado”.