“Conversas finais”, é o título do mais recente livro publicado em português sobre o papa emérito Bento XVI. Aos 90 anos de idade, e através de uma entrevista ao jornalista alemão Peter Seewald, fala das suas origens (família, infância), da sua formação intelectual, percurso pastoral e teológico, participação no Concílio Vaticano II, docência universitária, da Igreja em geral, de João Paulo II, dos problemas do seu pontificado, do papa Francisco e de vários temas, numa espécie de “testamento espiritual”, mas que reflete “o papel da Igreja no mundo contemporâneo”.
Nas palavras do entrevistador: “Com Bento XVI chegou ao fim uma era, talvez até um éon, um daqueles períodos de tempo que de 1000 em 1000 anos caraterizam as grandes viragens da História. Os oito anos do seu pontificado foram uma espécie de grandes exercícios de que a Igreja necessitava para consolidar o castelo interior e fortalecer a sua alma. Visto desta forma, o último Papa de uma época em declínio lançou a ponte para a chegada do tempo novo – seja ele qual for. Os seu sucessor (Papa Francisco) sintetizou-o dizendo que Bento XVI foi um “grande Papa”.





















