A tragédia que aconteceu no Monte, na passada terça-feira, que ceifou a vida a 13 pessoas e feriu outras 49, gerou uma onda de pesar e de solidariedade. Desde o Papa Francisco até ao mais comum dos cidadãos, foram várias as pessoas que se associaram a este momento de dor procurando, através das suas mensagens e orações, trazer algum conforto a todos aqueles que foram diretamente afetados e a toda a comunidade diocesana que não pode, nem fica indiferente a estes trágicos acontecimentos.
Em mensagem enviada a D. António Carrilho, através do Núncio Apostólico em Portugal, a mensagem do Papa Francisco diz o seguinte: “Consternado pelos vários mortos e numerosos feridos da desgraça verificada na Paróquia de Nossa Senhora do Monte, Sua Santidade o Papa Francisco confia os irmãos falecidos ao amor misericordioso de Deus e pede a Vossa Excelência que transmita o seu sentido pesar às respetivas famílias enquanto assegura a sua proximidade espiritual aos feridos e a todos os atingidos por esta tragédia implorando para eles o apoio e a solidariedade para superarem esta prova e como penhor de conforto concede-lhes a sua bênção Apostólica.”.
O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, expressou também as suas condolências às populações e famílias atingidas pela tragédia no Largo da Fonte.Numa mensagem publicada através da sua conta oficial na rede social ‘twitter’, e veiculada pela Ecclesia, D. Manuel Clemente, que é também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, pede “oração e solidariedade para os que faleceram, os feridos e as famílias” e faz votos de que “Deus e Nossa Senhora do Monte os guardem no Céu e na terra”.
Açores em “comunhão na dor”
Também a diocese de Angra (Açores) uniu-se em “comunhão na dor” às comunidades da freguesia do Monte, no Funchal, depois da tragédia do passado dia 15. Em declarações ao portal “Igreja Açores”, o bispo de Angra, D. João Lavrador, expressa a sua solidariedade às famílias e populações madeirenses afetadas, através de uma mensagem dirigida a D. António Carrilho, bispo do Funchal. “Em meu nome, e em nome da diocese de Angra, expresso a nossa solidariedade para com as famílias das vítimas e oferecemos as nossas orações pelos falecidos”, refere D. João Lavrador.
O prelado açoriano realça que toda a comunidade católica dos Açores “rezará pelas vítimas mortais, para que o Senhor na sua eterna misericórdia as receba no seu reino; pelos familiares, para que encontrem Nele o consolo suficiente, nesta hora de dor e de sofrimento, e pelos feridos para que recuperem a saúde e regressem a suas casas”.
Mensagem do Bispo do Funchal e do Pároco do Monte
António Carrilho, no próprio dia da tragédia, emitiu uma nota em que começa por dizer que “foi com grande consternação e emoção que tomámos conhecimento da gravidade do sucedido, cancelando de imediato a procissão e unindo-nos numa prece conjunta a Nossa Senhora do Monte, ali presente diante de nós”, convidando depois à oração: “Como Bispo da Diocese do Funchal, convido todos os diocesanos à comunhão da oração por todas as vítimas da tragédia, pelos feridos, pelos mortos e suas famílias, e também por todos os envolvidos no socorro imediato das vítimas, e manifesto a mais profunda comunhão e solidariedade com todos, na fé e na oração da esperança.”
Por seu turno, o Pe. Giselo Andrade, pároco do Monte, em comunicado escrito, revelou que a comunidade paroquial, “sentindo-se impotente perante a dimensão deste acontecimento, reza pelos que faleceram”, acrescentando que “aos pés de Nossa Senhora do Monte elevamos as nossas preces, pedindo a consolação da fé e a força da esperança para todos os que estão em sofrimento”.
Orações em Fátima e apoio da Cáritas
O Santuário de Fátima também dedicou todas as celebrações de quarta-feira passada às vítimas da tragédia ocorrida durante as festas em honra de Nossa Senhora do Monte. Rezou-se “pelas vítimas mortais para que o Senhor as receba no seu reino; pelos familiares, para que encontrem no Senhor o consolo, nesta hora de dor, e pelos feridos para que recuperem a saúde”, conforme disse o padre Carlos Cabecinhas, reitor daquele Santuário.
A Cáritas Portuguesa, por seu lado, numa mensagem enviada ao bispo do Funchal, manifestou a sua solidariedade “no âmbito da sua missão”, e avançou que tudo fará para garantir “o apoio” às vítimas e
populações mais afetadas. “Que a todos não faltem as forças humanas e espirituais necessárias para enfrentarem as consequências de tão dramático acontecimento”, disse ainda o presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca. A “solidariedade” estende-se a todas as famílias das vítimas, em particular às que perderam entes queridos”, para que “não lhes falte sobretudo a presença amiga das suas comunidades cristãs e dos seus vizinhos”.
Marcelo visitou o Monte
Mas as mensagens chegaram também de outros quadrantes. No próprio dia da tragédia o primeiro-ministro António Costa, expressou as suas “condolências pelas vítimas do acidente na Madeira”, adiantando que o Governo “disponibilizou apoio médico face ao elevado número de vítimas”, depois da queda de uma árvore.
Já o Presidente da República apresentou às famílias enlutadas as suas “mais sentidas condolências”, tendo-se depois deslocado ao Funchal para se “inteirar de perto do ocorrido e, naturalmente, levar uma palavra de alento e conforto aos que perderam os seus entes mais queridos”.
Durante a visita, Marcelo Rebelo de Sousa esteve no Largo da Fonte. Diante do cenário onde aconteceu a tragédia, acompanhado pelo presidente do Governo Regional e pelo Bispo do Funchal, o Presidente da República partilhou: “Agora aqui é mais impressionante vendo o local onde se passou e imaginando o que terá sido”, acrescentando: “há momentos que é tão impressionante a dor que esmaga tudo o resto e exige o conforto e a solidariedade”. Após a passagem pelo Monte, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se ao Hospital Dr. Nélio Mendonça.
Missa pelas vítimas no dia 22
Entretanto, no próximo dia 22 (terça-feira), a Diocese do Funchal vai promover uma Eucaristia em Memória e Sufrágio das vítimas do Monte. A Eucaristia, agendada para 18:00 horas, na Sé, será presidida por D. António Carrilho. A Diocese convida as autoridades civis e militares, os sacerdotes e consagrados e todo o povo de Deus a participar ou de algum modo associar-se a este momento de oração, de fé e de esperança.
Será um momento para pedir a Deus a Sua misericórdia para os que faleceram e a força e a esperança, de forma particular, para todas as outras vítimas, feridos e familiares.



























