Obra Católica das Migrações segue com preocupação situação na Venezuela

A diretora da Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) está a acompanhar a situação politica e social na Venezuela com “preocupação e alguma cautela”, atenta ao regresso dos portugueses no país e suas famílias.

Eugénia Quaresma, em declarações à Agência Ecclesia, disse que “aos nossos olhos parece estar a instalar-se uma ditadura e não se sente que se esteja a fazer muita coisa, mas compreendo a preocupação e a cautela que se tem de ter”.

A responsável máxima pela OCPM afirmou ainda que “há desejo” de fazer muito mais e de “ajudar” o povo venezuelano e os luso-venezuelanos a enfrentar a atual situação politica e social que se vive naquele país de acolhimento para milhares de portugueses e madeirenses.

Neste sentido, a Obra Católica Portuguesa das Migrações já contactou com missionários que estão há muito na Venezuela e também com os secretariados diocesanos, nomeadamente o Secretariado Diocesano do Funchal que tem acompanhado a realidade venezuelana em articulação com o Governo Regional da Madeira e com o apoio da Cáritas.

Neste contexto, Eugénia Quaresma, realça que tem sido feito um trabalho de “acolhimento e sensibilização” para que as pessoas possam regressar “sem sentir ressentimentos”. Assim, “há um trabalho de sensibilização que os párocos sentiram necessidade de fazer, para que não houvesse tensões neste acolhimento de luso-venezuelanos e venezuelanos que estão a chegar à Madeira”, disse à Ecclesia.