Campanário assistiu em festa à missa nova de filho da terra

“Rezem por mim” voltou a pedir o Padre Carlos Almada

Momento do "Beija-mão" ao novo Sacerdote P. Carlos Almada

O Padre Carlos Almada, ordenado no sábado passado na Sé do Funchal, celebrou ontem à tarde, na Igreja Paroquial do Campanário a missa nova. Foi acolhido por uma igreja matriz completamente repleta de cristãos em festa, e onde estiveram também presentes o Cónego Carlos e o Cónego Fiel, este último em representação do Bispo do Funchal, outros sacerdotes, diácono, seminaristas e acólitos.

Esse mesmo sentimento de festa e agradecimento começou por destacar o Padre Adelino Macedo Costa, pároco do Campanário e Quinta Grande, logo no início da Eucaristia, referindo que “nesta hora de festa elevamos ao Altíssimo Hinos de Louvor, porque Ele se dignou chamar-te para a vida sacerdotal”.

Quanto a Carlos Almada, num primeiro momento, disse que nesta sua Missa Nova queria “rezar pelos seus avós que já partiram, por várias intenções particulares, de pessoas que vieram ter comigo e me pediram que rezasse por elas e por familiares que atravessam problemas de saúde”. Em terceiro lugar o novo sacerdote disse querer rezar pelo Padre Ricardo Neves, que “partiu há dois anos para o pai”.

Na homilia o novo presbítero agradeceu a todos quantos se deslocaram à igreja do Campanário para “celebrar a fé, neste dia em que celebramos a Transfiguração do Senhor”. Um Senhor que “não se cansa de olhar por nós, pelas nossas vidas e preocupações, trabalhos, mas também alegrias”. Que “é amor” e que “nos amou tanto que entregou o seu filho”.

Aludindo ao momento em que os três apóstolos – Pedro, Tiago e João – subiram ao monte para estar mais perto do Senhor e em que sentiram o quanto era bom estar ali, o novo sacerdote desejou que a comunidade presente partilhasse desta mesma alegria no final da Missa. “Quão bom seria que todos nós, quando saíssemos daqui disséssemos: que bom ter ido à Missa Nova do Padre Carlos; mas mais do que isso disséssemos: que bom ter ido ao Campanário para estar com o Senhor”.

“Vivamos como Cristãos a sério”

É esta confiança de que “só o Senhor basta” que devemos trazer para a nossa vida. Uma vida que é uma constante “peregrinação até ao cimo do monte”, que nos obriga a refletir e a conhecer. Afinal, “não basta só ter a Bíblia em casa e não saber o que lá está escrito” disse o Padre Carlos Almada, que exortou a comunidade a viver “como cristãos a sério”, começando “já hoje esta peregrinação, a conversão, a mudança”. Um momento para alguns mais demorado, mas que nem por isso deve ser motivo para desânimo.

Dirigindo-se ao “amigos mais novos” presentes, alguns vindos de fora da ilha de propósito para participar na Ordenação e na Missa Nova, o novo sacerdote desafiou-os a “arriscar pelos caminhos do Senhor”, a procurar os Padres para que os ajudem, para que tenham força, pois “o Senhor sonha novos projectos”. E é por saber isso, que se mostrou ele próprio pronto para ajudar. “Contem comigo”, disse o mais novo sacerdote da Diocese do Funchal, que terminou a sua homilia pedindo a toda a comunidade presente para que rezasse por ele, para que possa ser um “bom padre” ao longo da vida. Um pedido repetido mais tarde, aquando da sua consagração a Nossa Senhora. Um momento emotivo, em que Carlos Almada e os pais se ajoelharam aos pés da imagem do Imaculado Coração de Maria.

 

“Um menino especial”

Cumpridos os ritos de Conclusão seguiram-se momentos de agradecimento aos que acompanharam o Pe. Carlos Almada nesta sua caminhada, e aos que ajudaram a preparar esta Missa Nova. Na ocasião o Cónego Fiel, para além dos agradecimentos, pediu ainda para que a família e toda comunidade rezasse pelo Padre Carlos Almada, mas também por todos os sacerdotes.

Por fim teve lugar o beijo às mãos ungidas do novo Padre, que se prolongou ainda durante largos momentos, dado os muitos fiéis que não quiseram perder esta oportunidade de partilhar um momento tão importante na vida de um filho da terra.

Entre essas pessoas o Jornal da Madeira encontrou Noélia Pereira. Ela que foi professora do Primeiro Ciclo de Carlos Almada, na Escola da Igreja. Uma criança “muito meiguinha”, “sorridente”, “empenhada” e “curiosa”, foi como a professora definiu o aluno Carlos. Apesar dos anos que passaram Noélia Pereira diz que a amizade se manteve e que sempre acompanhou “o percurso do Carlos”. Daí que também para si este fosse um dia de alegria e de muita emoção.

Outra das figuras presentes era uma das catequistas de Carlos, neste caso Maria Encarnação: “dei-lhe catequese no 5º e 6º ano e já nessa altura era um menino especial, sempre com um sorriso”.

Finalmente falamos com o Padre Marcos Gonçalves, ele que é padrinho do Crisma do Padre Carlos Almada e que, naturalmente, não escondia a “grande emoção” e a “grande alegria” por ver chegado a este momento o afilhado, mas acima de tudo “o grande amigo” e o “agora colega, neste grande presbitério”.

O dia da Missa Nova terminou com um convívio no adro da Igreja para o qual toda a comunidade foi convidada e que contou já com a presença de D. António Carrilho, que entretanto se juntou à celebração.

Esta parte da festa foi animada pela Banda da Ribeira Brava e pelo Grupo de Folclore da Casa do Povo do Campanário.