O apóstolo multimédia

D.R.

Nas primeiras horas do século XX, um grupo de seminaristas estava em oração na catedral de Alba, norte de Itália. Tinha terminado a missa da meia noite. Na madrugada do dia 1 de janeiro de 1901, a catedral permaneceu aberta para que os fiéis pudessem ficar em adoração eucarística, de acordo com o pedido do Papa Leão XIII, que convidava à oração pelo século que se iniciava, para que a voz da igreja chegasse aos cristãos afastados de Cristo, que é “Caminho, Verdade e Vida”.

O jovem Tiago Alberione, de 16 anos, encontrava-se nesse grupo de seminaristas. Em oração “pareceu-lhe entender o coração do grande papa, os convites da Igreja”, e interiormente, “sentiu-se profundamente obrigado a preparar-se para fazer algo pelo Senhor e pelos homens do novo século com os quais viveria”.

Alberione rezou por novos apóstolos, para que a Igreja “tivesse novo impulso missionário; que os novos meios de apostolado fossem usados bem; que a sociedade acolhesse os grandes ensinamentos das encíclicas de Leão XIII”. 

Após a oração, “sentiu-se obrigado a servir a Igreja, os homens do novo século e a agir em união com outras pessoas”, escreveu na autobiografia.

Quando tinha 6 anos recorda o dia em que a professora perguntou aos alunos sobre “o que pretendiam fazer na vida”. O menino Tiago “refletiu um pouco, depois sentiu-se iluminado e respondeu, com convicção, entre os espanto dos alunos: ‘Serei padre’”.

Foi ordenado sacerdote em 1907. Inspirado pela figura de São Paulo, sente a missão de pregar o Evangelho a todos os povos, usando os modernos meios de comunicação. Inicialmente começa com a publicação de jornais, livros e revistas, mas depois passa também a usar outros meios: cinema, televisão e discos. 

Em 1914 deu início à Família Paulina com a fundação dos padres e irmãos paulinos e, em 1915, com a congregação das irmãs paulinas. Ao todo, vai fundar cinco congregações religiosas, uma associação de leigos e quatro Institutos Seculares. 

No dia 26 de novembro de 1971, há cinquenta anos atrás, horas antes de partir para a casa do Pai, recebeu a visita do papa Paulo VI, que tinha dito: “O nosso Padre Alberione deu à Igreja novos instrumentos para manifestar-se”. A 27 de abril de 2003, foi beatificado pelo Papa João Paulo II.