D. Nuno lembrou aos crismados no Livramento que o seu valor vem da entrega que fazem de si mesmos

Foto: Duarte Gomes

Foram 40 os jovens e adultos das comunidades do Imaculado Coração de Maria e do Livramento que o D. Nuno Brás crismou no passado sábado, dia 6 de novembro, na igreja desta última paróquia.

Coube ao Pe. João Carlos Gomes, pároco de ambas as comunidades, apresentar os grupos e “agradecer a presença entre nós do nosso pastor, porque na nossa caminhada de fé é sempre importante termos a presença do pastor, daquele que vem até junto das suas ovelhas dar-lhes uma palavra de ânimo”.

Já D. Nuno Brás, na sua homilia, começou por dizer aos crismandos que “o Senhor nos interroga, hoje, sobre o que é que tem valor para nós”. É por isso, acrescentou, que normalmente estamos dispostos a “viver, a lutar e a trabalhar”.

Mas o Senhor quer que os cristãos dêem “outro valor às coisas”. “Para nós, para o mundo, para o nosso modo habitual, as coisas medem-se pelo valor, ou seja, por quanto podemos comprar um artigo”, explicou o prelado para logo acrescentar que “Deus mede o valor das coisas de outra forma”. 

É por isso, explicou, que as duas pequenas moedas que deu a mulher de que nos falava o Evangelho, que tanta falta lhe faziam, representavam mesmo a sua própria vida. “E a vida humana é o que, verdadeiramente, tem valor para Deus”, ou seja, “tu não vales pelas coisas que podes dar, mas o teu valor vem da entrega que tu fazes de ti mesmo”. 

Por outras palavras, disse o bispo diocesano, “a questão não é entre ricos e pobres, com conta bancária ou sem conta bancária a questão é o que é que tu fazes da tua vida”, se “ vives só para ti ou para os outros, para te entregares, para ajudar o próximo, com esta capacidade de perceber que aquele que está ali ao lado está a precisar da tua ajuda, da tua palavra, do teu gesto de amizade”. 

“Vives só para ti ou vives para Deus”, questionou ainda D. Nuno Brás explicando que, sendo para Deus é “viver de tal forma que Deus esteja presente na tua vida sempre, porque é isso que Ele quer. É com isso que Ele fica contente, por partilhar a nossa vida toda, e ser sua presença. De resto, “é isso que nos faz cristãos” e não apenas tirar uma hora por semana para vir à missa. 

O Sacramento do Crisma, explicou, “torna-te precisamente isso: presença de Jesus Cristo”. E “presença de Deus, onde quer que estejas, seja na escola, na família, no trabalho, no divertimento, no futebol, na ginástica, na música, porque nada daquilo que é humano é estranho a Deus”.

“Este é o convite que o Espírito Santo vos faz e a todos nós”, frisou o prelado, que pediu aos crismandos para que, durante uns momentos, pensassem no que os move, no que é importante para eles e “pedissem ao senhor para os ilumine, a discernir, a perceber aquilo que verdadeiramente tem valor”. 

No final da celebração, o pároco do Livramento voltou a agradecer a presença do bispo do Funchal e as suas palavras, aos catequistas, às irmãs da Verbum Dei que o ajudaram a preparar o grupo de adultos, a todos os que contribuíram para que esta cerimónia decorresse da melhor maneira, incluindo o coro “formado famílias, por vários casais e seus filhos, que durante a pandemia também estiveram separados, sendo que este é um dos primeiros encontros e das primeiras ocasiões que se estão a unir”.

Deixou ainda aos crismados o apelo para “participarem sempre que possível na Eucaristia e serem generosos na vossa entrega”, manifestando ainda o desejo de que, nesta Semana dos Seminários, “o Senhor tocasse no coração de algum de vocês para que algum rapaz ou alguma rapariga queira se entregar e servir o Senhor”.

Já D. Nuno, antes da bênção final e depois de renovar os agradecimentos do Pe. João Carlos, disse aos crismados “que Deus vos escolheu para que O seu espírito repouse sobre vocês”. 

Finalmente, o bispo diocesano lembrou aos jovens que em 2023 vão realizar-se em Lisboa as Jornadas Mundiais da Juventude frisando que conta com mais este grupo para estar presente em Lisboa e que a 21 de Novembro vão ter lugar as Jornadas Diocesanas, mais um momento para preparar os jovens para esse grande acontecimento.