Fátima

Cartaz

Está no cinema o filme “Fátima”. Na Madeira, pode ser visto nos cinemas do Madeira Shopping e do Fórum Madeira.

O filme, inspirado nas memórias da Irmã Lúcia, apresenta a história dos pastorinhos de Fátima: Lúcia dos Santos, 10 anos, Francisco Marto, 8 anos e Jacinta Marto, 7 anos, que em 1917 tiveram visões de Nossa Senhora e receberam dela uma mensagem de oração pela paz.

O filme desenrola-se em dois momentos temporais. Num, a Irmã Lúcia, de idade avançada, conversa no Carmelo de Coimbra com o professor Nichols, que está a escrever um livro sobre os acontecimentos de Fátima. Noutro, são relatadas as aparições de maio a outubro, e os seus contextos familiares e sociais.

O professor, no seu ceticismo, pretende colocar a Irmã em dificuldades fazendo inúmeras perguntas. Ela, com simplicidade responde: “Professor, só lhe posso dar o meu testemunho, não tenho respostas para tudo”.

Na sinopse do filme é constatado que, apesar de congregar multidões, as revelações ”não agradaram à Igreja nem ao Governo de Portugal, que tentaram forçá-los a recontar a sua história”.

De um momento para outro, as três crianças, têm de lidar com o profundo contraste entre a beleza da “Senhora que veio do Céu” e a incompreensão e incredulidade das pessoas que as rodeavam.

Num diálogo com o seu pai, que perdeu a colheita por causa dos peregrinos da Cova da Iria, a menina Lúcia pergunta: “Acreditas em mim?”, – “Não sei. Mas não te abandonarei”, responde o pai. “Pensava que era uma coisa boa, mas parece que estou a magoar toda a gente”, diz Lúcia. O pai acrescenta, “tenho a sensação que estamos a perder tudo o que amamos e o que construímos até agora. Sinto-me inútil”.
Lúcia, ao sentir-se culpada pelo sofrimento dos pais, grita para os céus: “Imploro-te, não quero que outros sofram”.

Este filme, realizado por Marco Pontecorvo, contou com a música original, “Gratia Plena”, interpretada pelo tenor italiano Andrea Bocelli.