Na Sé: Eucaristia assinalou Santa Teresinha do Menino Jesus e abertura do Ano Judicial

Foto: Duarte Gomes

Em dia de Santa Teresinha do Menino Jesus, 1 de Outubro, D. Nuno Brás presidiu a uma Eucaristia, na Sé do Funchal, com a qual se assinalou também a abertura do Ano Judicial.

Na homilia da celebração, que contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, de Jorge Carvalho, em representação do Governo Regional e do bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, o prelado lembrou que “a justiça pertence a Deus” e que a nós,“cabe-nos reconhecer o quanto nos distanciamos de Deus e da sua justiça”.

Uma distância que é individual, ”seja no nosso agir exterior”, ao “não reconhecermos a Deus o lugar que lhe é devido”, ou ao “não reconhecermos ao outro a dignidade que lhe é devida”, ao não “vermos os problemas ecológicos”.

Mas uma distância que nos acontece também como sociedade, no “respeito pelo outro e pelo próprio mundo, como sociedade, quer dizer como comunidade humana organizada”.

Ainda assim, frisou, “cabe-nos a nós procurar uma aproximação a esta qualidade divina que é a justiça, sabendo que a justiça humana é sempre frágil e limitada”.

“Decididamente não podemos desistir da justiça. Não podemos deixar de a procurar, de a exercer, de a viver, de nela progredir procurando sempre o diálogo entre o bem da comunidade e o bem da pessoa”, explicou o prelado, para logo acrescentar que “este é o grande segredo da justiça: o diálogo entre o bem da comunidade e o bem da pessoa”.

Neste contexto, D. Nuno Brás acrescentou que “a justiça pode pois e deve ser uma qualidade do ser humano”, tendo recordado a figura de São José, a que o Papa dedicou este ano, como “a figura do homem justo por excelência, aquele que vive segundo a justiça aquele que procura viver segundo Deus”.

D. Nuno Brás disse ainda que em Deus, o injustiçado pode esperar que lhe seja feita justiça no dia do juízo final, mas enquanto esse dia não chega temos de “ter consciência das nossas limitações” e perceber que podemos “procurar viver segundo a justiça” e podemos “contribuir também para que o próprio ordenamento da justiça seja premiado, cada vez mais, por aquela qualidade divina que dá a cada um de acordo com as suas necessidades”.

Finalmente, D. Nuno Brás desafiou a assembleia composta por inúmeros advogados, mas também por outros fiéis a que “não tenhamos medo de dar um tanto de misericórdia divina capaz de verdadeiramente transformar os corações humanos”, confiando que o Senhor dará a cada um aquilo que cada um merece e que Nele verdadeiramente podemos caminhar para um mundo mais justo”.