Virgínia Brites da Paixão

D.R.

“A Santa Freirinha” — assim lhe chamavam os seus contemporâneos — Madre Virgínia Brites da Paixão, nasceu no Lombo dos Aguiares, no Funchal, em 24 de outubro de 1860, e morreu no mesmo lugar em que nasceu no dia 17 de Janeiro de 1929, com 69 anos de idade.

Viveu, desde os cinco anos, na procura de uma íntima união com Jesus, o Senhor que percebia presente na sua vida, com quem falava e que lhe falava. Com 16 anos, ingressou no mosteiro das Mercês, no Funchal, depois destruído pelas perseguições republicanas.

A vida de clausura deu-lhe a possibilidade de viver mais intimamente com Jesus, de rezar e de se sacrificar por toda a humanidade, identificando-se assim com a Paixão do Senhor.

Quando, em 1910, foi expulsa do Mosteiro das Mercês com toda a sua comunidade, Madre Virgínia regressou à casa paterna. Todos os dias percorria o longo caminho que distava desse lugar até à igreja de Santo António, para ir à Missa, confessar-se, adorar o Santíssimo Sacramento. Recebeu de Jesus a missão de divulgar a devoção universal ao Imaculado Coração de Maria.

A fama da sua santidade perdurou até aos nossos dias. Tornou-se um ponto de referência para a vida espiritual dos madeirenses.

Chegou o momento de pedirmos ao Santo Padre que, depois de analisar todos os testemunhos e todos os seus escritos, a Madre Virgínia possa ser apresentada como exemplo de vida cristã não só para os madeirenses como para toda a Igreja.

No dia 2 de outubro termina o processo diocesano de recolha daqueles testemunhos. Será enviado para Roma. Rezemos para que em breve nos possamos todos possamos dirigir a Madre Virgínia como intercessora junto de Deus. Como quer que seja, não deixemos de seguir o seu exemplo e os seus ensinamentos.