Paróquias da Calheta assinalam festa da padroeira da Venezuela

Foto: Silvio Mendes

No domingo 19 de setembro na capela de São Pedro às 8 horas, na igreja de São Francisco Xavier às 9h30, na igreja da Calheta às 11 horas, na capela do Bom Sucesso às 15 horas e na igreja do Atouguia às 17 horas, todas na freguesia da Calheta, será celebrada a festa de Nossa Senhora do Coromoto.

Assinalam também a Festa do Imigrante havendo animação com o cantor João Quintino, após as missas.

Foi no ano de 1652 que Nossa Senhora de Coromoto apareceu aos índios do mesmo nome. Foi declarada Padroeira da Venezuela pelo Episcopado venezuelano no dia 1 de maio de 1942. O papa Pio XII a declarou “Celeste e Principal Padroeira de toda a República da Venezuela” no dia 7 de outubro de 1944. O Santuário Nacional está construído no local da aparição, perto da cidade de Guanaguanare.

A denominação Nossa Senhora de Coromoto vem da tradicional história de conversão do cacique Coromoto. No começo do ano de 1652, o cacique dirigia-se para a lavoura nas montanhas, na região do rio Guanare. Eis que de repente uma visão: belíssima Senhora, com um menino ao colo, vem em sua direção, andando sobre as águas cristalinas do rio. Aproximando-se, ordena-lhe, em sua língua nativa, que saia do bosque e vá até onde moram os brancos, para receber água sobre a cabeça e assim poder ir para o céu.

As palavras da Senhora convenceram o cacique; e todos os índios, sabendo do ocorrido, quiseram também receber o batismo. Passa a estudar religião, participando em encontros de catequese. No entanto perdeu o interesse e abandonou tudo.

A Virgem aparece-lhe novamente e insiste que continue os estudos. Irritado, achando tratar-se de repreensão da Virgem, o índio atira-lhe uma flecha e avança contra ela para empurrá-la. Quando ia tocar a Senhora, esta sorri e desaparece, deixando nas mãos do índio uma pedra ovalada, na qual estava gravada a imagem da Mãe de Deus num trono, com o seu filho ao colo. Essa relíquia é até hoje venerada na Basílica de Guanare.

À morte, picado por uma cobra venenosa, o cacique Coromoto converte-se e pede a todos os seus índios que sigam a fé católica.

A festa litúrgica de Nossa Senhora de Coromoto celebra-se no dia 11 de setembro.

Na paróquia do Atouguia e em toda a freguesia da Calheta há muitos ex-emigrantes na Venezuela que continuam a manter a devoção a Nossa Senhora de Coromoto.