“Foram dias sonhados de oração no coração da Europa”

Foto: Vatican Media

O Papa Francisco no dia 12 de Setembro esteve em Budapeste, na Hungria, para a celebração da Missa de encerramento do 52.º Congresso Eucarístico Internacional, seguindo depois para a Eslováquia, com passagens pelas cidades de Bratislava, Présov, Koesice e Šaštin.

A viagem à Eslováquia concluiu-se com a grande celebração popular da Virgem adorada, Nossa Senhora das Dores, a qual ocorreu no dia 15 de Setembro, feriado nacional da Eslováquia.

A Hungria foi um dos países dilacerados no século XX, Invadida pelos alemães, mais tarde pela União Soviética, começando só no final da década de 1980 a usufruir de alguma liberdade e aproximação com o Ocidente. Aderiu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999 e à União Europeia em 2004.

No século X, data da criação do reino da Hungria, o cristianismo foi fortemente implementado pelo seu primeiro rei, Santo Estevão. Permaneceu cristã até ao século XVI, enquanto o protestantismo atingia a Europa, primeiro o luteranismo e, em seguida, o calvinismo. Mas, na segunda metade desse mesmo século, os jesuítas  conseguiram recuperar a fé cristã. Construíram diversas escolas, igrejas e a mais antiga universidade da Hungria, que permanece até hoje, a Pázmány Péter. 

Os judeus sempre estiveram presentes na Hungria desde o princípio da Idade Média, localizando-se em Budapeste a maior sinagoga da Europa. Com o holocausto, durante a invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria foi deportada para os campos de concentração ou simplesmente executada. Dados recentes referem que o cristianismo abrange 86,7% da população. Também os valores cristãos se têm mantido firmes naquele povo, não obstante pressões recentes oriundas da União Europeia.