Pe. João Gonçalves tomou posse como vigário paroquial de Câmara de Lobos e do Carmo

Foto: Duarte Gomes

O vigário geral da Diocese do Funchal presidiu na manhã deste domingo, dia 12 de setembro, a duas Eucaristias, uma na paróquia de Câmara de Lobos e outra na paróquia do Carmo, no decorrer das quais o Pe. João Diogo Gonçalves assumiu a função de vigário paroquial.

Nomeado por D. Nuno Brás, a 31 de julho passado, o mais novo sacerdote da diocese passa assim a ter missão de ajudar o pároco destas duas comunidades, o Pe. Marcos Pinto, no desempenho das suas funções pastorais.

Foi essa missão que o cónego Fiel de Sousa começou por explicar no início da sua homilia na Missa do Carmo. Dirigindo-se aos escuteiros, mas falando para toda a assembleia, o Cónego Fiel de Sousa disse que, o Pe. João Diogo está “sempre alerta para servir esta comunidade, a comunidade de Câmara de Lobos, servir esta comunidade nos escuteiros, nas crianças, nos jovens adolescente e nos velhinhos”.

Explicou ainda que foi a dimensão destas duas paróquias e o muito trabalho que tinha o Pe. Marcos, que levaram o bispo diocesano a “enviar o Pe. João Diogo nesta primeira missão”, cujo êxito depende também da ajuda de todos e de cada um.

Depois de agradecer aos pais e aos irmãos e aos amigos presentes nesta Eucaristia, o vigário geral pediu à comunidade do Carmo para que ajude o novo sacerdote “nesta missão de estar aqui para anunciarmos que Jesus Cristo não é cruz, mas que Jesus Cristo é ressurreição”.

Refletindo sobre as leituras, nomeadamente o Evangelho, no qual São Marcos relata o episódio em que Jesus pergunta aos discípulos quem os homens diziam que Ele era, o cónego Fiel começou por explicar que se a pergunta nos fosse feita a nós, teria muitas respostas. É que, “nós gostamos que as outras pessoas sejam aquilo que nós pensamos e não aquilo que elas são”.

Pedro, lembrou o vigário geral, “deu uma resposta que precisava de se completada e Jesus completou-a”.

Foi o que o cónego Fiel procuro também fazer, com recurso a três imagens para explicar melhor a palavra de Deus e a relacionar com as alegrias e as dificuldades que o Pe. João vai enfrentar.

A primeira dessas imagens foi a do mar. Na primeira leitura, lembrou, falava-se de um homem sofredor que, apesar de tudo, estava calmo. O mesmo se passa com o mar “que por vezes está alteroso à superfície, mas calmo uns metros mais abaixo”, explicou, para logo acrescentar que o mesmo se passa na nossa vida de cristãos e que “o Pe. Diogo também vai passar dificuldades, ondas alterosas”, mas “com a força de Deus vai manter a calma e a paz”.

A segunda imagem tem a ver com aquilo que nos dizia São Tiago, nosso padroeiro, na segunda Leitura, de que a fé sem obras é morta. “de que nos serve estar a dizer muitas palavras e depois não sermos concretos, não irmos ao encontro dos outros”, questionou o cónego Fiel, para logo acrescentar que, de facto, “nós não atuamos, não estamos ao lado dos nossos irmãos”.

Finalmente, a terceira imagem usada foi a de um caracol. “O caracol anda com a casa às costas, mas ele não a arrasta e anda até com um ar elegante”, constatou o vigário geral para depois explicar que a casa do caracol pode ser comparada à cruz de que nos falava o Evangelho. A cruz que deve ser levada e não arrastada, porque não é isso que Deus quer.

“Caros cristãos, a cruz vai aparecer na nossa vida, mas temos de a levar como o caracol, com este sentido de quem a transporta com alegria”, frisou o cónego Fiel, para logo acrescentar que “arrastar a cruz é dar cabo da nossa vida de cristãos”. Já quando a “levamos com dignidade não a estamos a destruir a nossa vida de cristãos, mas a dar-lhe sentido”.

Conto convosco para me ajudarem

Já o Pe. João Diogo Gonçalves dirigiu, em momento próprio, algumas palavras à comunidade. Além da disponibilidade para servir, reconheceu que como todas as pessoas novas também ele tem duas coisas que o caracterizam: a força e a inexperiência.

A propósito o novo vigário pastoral reconheceu que “muita força e pouca experiência dá mau resultado” e por isso mesmo, acrescentou, “conto convosco para me ajudarem a crescer, a integrar nestas duas paróquias, nestas duas populações”.

Depois de reconhecer que conhece pouco o concelho de Câmara de Lobos, “poucas veredas, poucos becos e caminhos mais estreitos”, o Pe. João Gonçalves disse esperar contar com os paroquianos para “conhecer as casas e os caminhos até às casas”, sublinhando que, neste caso, o caminho que se percorre até à casa de cada um, isto é, até ao coração de cada um, “é muito mais da relação e da amizade do que propriamente do trajeto”.

Finalmente uma paroquiana leu, em nome da comunidade, um pequeno texto em que se agradecia, entre outros aspetos, “a generosidade dos sacerdotes aqui presentes, de um modo muito especial, a disponibilidade do nosso novo vigário paroquial, Pe. João Gonçalves, que respondeu positivamente ao desafio do sr. Bispo, para pastorear esta porção de povo de Deus que, hoje, com muita alegria o acolhe”.